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Etanol lidera queda nos preços dos combustíveis em Minas Gerais, aponta ANP
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O etanol hidratado foi o combustível com maior queda de preço em Minas Gerais nas últimas semanas, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O litro do biocombustível fechou a última semana com preço médio de R$ 4,18, representando uma redução de 2,5% em relação às quatro semanas anteriores, quando era vendido a R$ 4,29.
A redução é atribuída à queda nos preços de produção nas usinas de cana-de-açúcar e às mudanças na tributação federal sobre o produto.
Produção mais barata e mudança tributária influenciam preço
De acordo com Mário Campos, presidente da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig Bioenergia), o custo do etanol nas usinas caiu cerca de 6% nas últimas semanas, conforme dados do índice Cepea/Esalq, que monitora os preços praticados pelos produtores.
Além disso, em maio, houve alteração na cobrança dos tributos federais. As alíquotas do PIS/Cofins passaram a ser unificadas em R$ 0,19/litro tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro (misturado à gasolina).
Com isso:
- O etanol hidratado teve uma redução de R$ 0,05/litro no tributo, o equivalente a -20,8%.
- Já o etanol anidro sofreu aumento de R$ 0,06/litro, o que representa +36,6%.
Repasse ao consumidor ainda é parcial, diz entidade
Campos avalia que as reduções no preço de produção e na carga tributária ainda não foram integralmente repassadas aos consumidores finais. “Há espaço para que o valor na bomba caia ainda mais, considerando as mudanças recentes”, afirmou.
Segundo ele, o preço do etanol ao consumidor é formado por diversos componentes, como o valor pago ao produtor, tributos, custos logísticos e margens das distribuidoras e dos postos revendedores.
Demais combustíveis também registraram queda
A ANP também verificou redução nos preços de outros combustíveis em Minas Gerais:
- Diesel comum: caiu de R$ 5,94 para R$ 5,84/litro (-1,6%).
- Diesel S-10: passou de R$ 6,05 para R$ 5,95/litro (-1,6%).
A queda está relacionada à redução de R$ 0,16/litro no preço do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras, anunciada em maio.
- Gasolina comum: baixou de R$ 6,14 para R$ 6,06/litro (-1,3%).
- Gasolina aditivada: caiu de R$ 6,37 para R$ 6,30/litro (-1%).
Em junho, a Petrobras também reduziu o preço da gasolina para as distribuidoras, com corte médio de R$ 0,17/litro.
GNV permanece estável no Estado
O gás natural veicular (GNV) foi o único combustível que manteve o preço estável em Minas Gerais no último mês. O metro cúbico iniciou e encerrou o período sendo comercializado a R$ 5,20.
O cenário atual indica uma tendência de queda nos preços dos combustíveis em Minas Gerais, liderada pelo etanol hidratado. No entanto, especialistas apontam que há margem para novas reduções nos preços ao consumidor, especialmente se os efeitos das mudanças tributárias e dos custos de produção forem totalmente repassados pelos distribuidores e postos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês
Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.
A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.
A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.
O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.
Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.
O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.
A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.
Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.
A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.
Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.
Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.
A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.
Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.
A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.
É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.
Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.
A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.
Fonte: Pensar Agro



