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Etanol ultrapassa R$ 3 mil por metro cúbico e confirma valorização; açúcar recua no mercado internacional

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Etanol hidratado supera marca simbólica em Paulínia

O etanol hidratado atingiu um novo patamar de preços no mercado interno ao ultrapassar a barreira dos R$ 3 mil por metro cúbico. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado na quarta-feira (3) a R$ 3.003,00/m³, o que representa uma valorização de 0,75% em relação ao valor de R$ 2.980,50/m³ registrado na terça-feira (2).

O movimento reforça a tendência de recuperação observada nas últimas semanas, impulsionada pela maior demanda nas distribuidoras e por ajustes na oferta das usinas.

Açúcar tem queda nas bolsas internacionais

Enquanto o etanol mantém trajetória de alta, o açúcar encerrou o pregão de quarta-feira (3) em queda nas principais bolsas internacionais. O recuo ocorre em meio às expectativas de aumento da produção global, o que pode pressionar os preços no curto prazo.

Na ICE Futures de Nova York, o contrato março/26 do açúcar bruto fechou cotado a 14,93 centavos de dólar por libra-peso, queda de 5 pontos em relação à sessão anterior. Já o contrato maio/26 recuou 2 pontos, negociado a 14,45 cts/lb. Nos contratos de longo prazo, houve leves altas entre 1 e 2 pontos, refletindo ajustes pontuais no mercado.

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Açúcar branco acompanha tendência de baixa na Europa

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou o dia em baixa. O vencimento março/26 caiu US$ 3,20, sendo negociado a US$ 426,20 por tonelada, enquanto o contrato maio/26 recuou US$ 1,70, fechando a US$ 423,30 por tonelada.

Apesar da queda, analistas apontam que os atuais níveis de preço podem encontrar suporte nas próximas semanas, especialmente diante de possíveis ajustes na oferta de países produtores e do comportamento das exportações.

Mercado interno registra retração no preço do açúcar cristal

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, mostrou queda de 1,24% no preço do açúcar cristal. A saca de 50 quilos foi comercializada na quarta-feira (3) a R$ 107,42, ante R$ 108,77 registrados no dia anterior.

A movimentação segue alinhada ao cenário internacional, refletindo as oscilações nas bolsas e a expectativa de maior disponibilidade de produto nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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