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Expedição inédita vai percorrer 14 estados e mapear florestas plantadas

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O Brasil fechou 2023 com R$ 37,9 bilhões em valor de produção florestal, dos quais R$ 31,7 bilhões vieram de florestas plantadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com uma área estimada em 9,7 milhões de hectares, dominada pelo eucalipto destinado à indústria de celulose, a silvicultura já responde pela maior parte da atividade florestal no país e coloca o setor como um dos mais dinâmicos da economia rural. Minas Gerais lidera esse mercado, com R$ 8,3 bilhões gerados, cerca de um quarto do total nacional.

Visando mapear a produção florestal o governo mineiro lançou a Expedição Silvicultura – na trilha da produtividade. O projeto será conduzido em parceria com a Embrapa Florestas, com apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A proposta é percorrer mais de 40 mil quilômetros em 14 estados que concentram 98% das áreas plantadas no país, realizando entrevistas, coletas em parcelas amostrais e levantamentos de custos, práticas socioambientais e impactos climáticos.

Minas foi escolhido como ponto de partida por concentrar 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas. Além do diagnóstico nacional, o estado apresentou o Projeto de Fomento Florestal, alinhado ao Plano Estadual de Ação Climática, que prevê a formação de 80 mil hectares de novos plantios até 2030, começando pelo Vale do Jequitinhonha. A meta é apoiar pequenos produtores com assistência técnica e insumos, integrando cadeias produtivas já consolidadas e ampliando a oferta de madeira certificada para atender a demandas industriais e ambientais.

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Com o avanço da Expedição Silvicultura e o reforço de programas de fomento, a expectativa é que o setor florestal brasileiro amplie sua participação na pauta do agro, reduzindo pressões sobre áreas nativas e oferecendo uma alternativa de renda estável em ciclos de sete anos. O levantamento inédito também deve orientar políticas públicas para melhorar a produtividade e reforçar a imagem do país como fornecedor de madeira de reflorestamento em escala global.

Fonte: Pensar Agro

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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