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Expedição Promaq pecorre municípios rurais para registrar a implementação da política de modernização agrícola

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou a “Expedição Promaq”, um projeto de registro audiovisual que percorrerá diferentes regiões do país com o objetivo de documentar, de forma territorializada, a partir da escuta dos territórios, a implementação do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) nos municípios e em suas comunidades rurais.

A iniciativa tem como objetivo uma ação de memória institucional, transparência e avaliação, acompanhando, em campo, como a incorporação de máquinas e equipamentos agrícolas impacta a infraestrutura rural, fortalece a produção local e contribui para a melhoria do cotidiano de agricultores e agricultoras em municípios de diferentes portes e realidades.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a iniciativa evidencia os resultados da política pública nos territórios. “A Expedição Promaq mostra, de forma concreta, como o investimento público chega aos municípios e transforma a realidade no campo. Ao levar máquinas e equipamentos para as comunidades rurais, estamos fortalecendo a produção, melhorando a infraestrutura e garantindo mais dignidade e oportunidades para os agricultores e agricultoras em todo o Brasil”, destacou.

Um Brasil rural visto de perto

Mais do que acompanhar entregas, a Expedição busca registrar os desdobramentos da política pública após a chegada das máquinas aos territórios. A manutenção de estradas vicinais, a ampliação do acesso às áreas de produção, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento de consórcios municipais e a melhoria das condições de trabalho no campo fazem parte das experiências registradas ao longo do percurso.

O projeto valoriza os relatos de quem vivencia esse processo no cotidiano: agricultores/agricultoras, gestores municipais, equipes técnicas e servidores públicos, como forma de compreender como a política se estrutura, se operacionaliza e se consolida nos estados e municípios.

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Transparência, memória e política pública em movimento

Durante o projeto, são produzidos vídeos, fotografias e registros documentais que passam a compor um acervo institucional do Programa, reunindo evidências sobre a implementação da política pública nos territórios. Esse material permitirá o acompanhamento, de forma acessível e concreta, de como os investimentos públicos se traduzem em ações, serviços e benefícios nos municípios.

Como resultado, a Expedição dará origem a um documentário estruturado em episódios, baseado em registros de campo, imagens institucionais e depoimentos de agricultores e agricultoras, gestores municipais, equipes técnicas locais e servidores públicos envolvidos na execução do Promaq. Os relatos contribuirão para compreender como a política pública se transforma em práticas, rotinas administrativas e resultados efetivos aos produtores rurais.

A iniciativa contribui para o fortalecimento da transparência, do acompanhamento dos resultados e da memória institucional, ao registrar o processo de implementação de uma política pública voltada ao desenvolvimento rural, à redução de desigualdades regionais e ao fortalecimento da produção agrícola.

Uma jornada em construção

A Expedição Promaq é desenvolvida de forma contínua, acompanhando diferentes fases de execução do Programa em diversas regiões do país. Cada etapa contribui para a construção de um retrato do Brasil rural contemporâneo, a partir do acompanhamento da implementação da política pública nos territórios.

A Expedição Promaq é desenvolvida de forma contínua, acompanhando diferentes fases de execução do Programa em diversas regiões do país. Cada etapa contribui para a construção de um retrato do Brasil rural contemporâneo, a partir do acompanhamento da implementação da política pública nos territórios.

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As atividades seguem em andamento, com novas etapas previstas em diferentes regiões do país. As informações e os conteúdos produzidos no âmbito da Expedição Promaq serão divulgados nos canais institucionais do Mapa.

Articulação institucional e parcerias nos territórios

A Expedição é realizada com o apoio das áreas de comunicação institucional do Mapa, das Superintendências de Agricultura e Pecuária (SFAs), no âmbito da Subsecretaria de Governança das Superintendências (SGS), e dos municípios beneficiários, que atuam diretamente na operacionalização da política pública nos territórios. A iniciativa é conduzida pela Coordenação-Geral de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (CGPromaq), responsável pelo planejamento e pela execução das visitas de campo, pela coleta de depoimentos e pela edição do documentário, no âmbito do Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Subsecretaria de Orçamento, Planejamento e Administração.

A Expedição Promaq conta com a atuação das SFAs, que acompanham a execução do programa em cada estado e conhecem de perto as realidades locais. As superintendências desempenham papel central na indicação, por amostragem, dos territórios, no diálogo com os municípios e na contextualização das experiências que integram os registros do projeto.

Esse arranjo institucional assegura que cada etapa da Expedição reflita a diversidade do Brasil rural e evidencia o papel estratégico das superintendências e dos municípios na execução descentralizada, no acompanhamento e na consolidação das políticas públicas do Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Estudo aponta que revisão das regras pode reduzir piso do frete de grãos em até 11%

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ampliou a pressão por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete rodoviário após um estudo da Universidade de São Paulo (USP) apontar que a metodologia atual pode superestimar os custos do transporte. No caso dos grãos, alterações em apenas um dos parâmetros poderiam reduzir os valores calculados entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância e da configuração do caminhão.

A discussão ocorre poucas semanas depois da sanção da Lei 15.485/2026, que modificou as regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). A bancada ruralista participou das negociações no Congresso para construir um texto que preservasse a remuneração dos caminhoneiros sem impor custos considerados excessivos aos produtores e demais contratantes de frete.

Parte desse acordo, porém, foi vetada na sanção presidencial. Os vetos ainda aguardam análise do Congresso. Paralelamente, entidades do setor produtivo apresentaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) 15 sugestões para a regulamentação das novas regras.

A principal reivindicação é que o piso reflita com maior precisão o custo efetivamente necessário para realizar cada operação. A própria legislação sancionada determina que a metodologia seja técnica, transparente e aderente aos custos operacionais do transporte.

O debate ganhou respaldo de um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Os pesquisadores identificaram pelo menos 17 pontos que poderiam ser aperfeiçoados na metodologia utilizada para calcular o piso.

Um dos principais questionamentos está na quantidade de horas mensais atribuídas à utilização do caminhão. O cálculo atual considera 181 horas por mês. O estudo propõe elevar a referência para 220 horas, mais próxima da disponibilidade efetiva do veículo e do motorista.

A diferença é importante porque os custos fixos do caminhão são divididos pelo número de horas de operação. Quanto menor a utilização considerada na fórmula, maior tende a ser o custo atribuído a cada viagem.

Nas simulações realizadas pelos pesquisadores, a adoção de 220 horas reduziria em média 7,6% os pisos calculados. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, conforme o número de eixos e a distância percorrida.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a discussão não deve ser tratada como uma disputa entre produtores e caminhoneiros, mas como uma correção necessária da forma de calcular o custo do transporte.

“Não interessa ao produtor rural ter um frete artificialmente barato que inviabilize o transportador. Caminhão parado também significa soja, milho, algodão e insumos parados. O que precisamos é de uma metodologia que remunere corretamente quem transporta, mas que seja baseada no custo real da operação. Se a fórmula parte de premissas que não correspondem à realidade, alguém acaba pagando uma conta maior do que deveria”, afirma Rezende.

Segundo Rezende, a diferença ganha importância porque o Brasil depende fortemente das rodovias para escoar a produção agrícola. “Uma diferença de 6%, 8% ou 10% no frete pode parecer pequena quando se olha apenas uma viagem. Quando isso é multiplicado por milhares de toneladas transportadas por centenas ou até mais de mil quilômetros, estamos falando de um impacto muito grande sobre a margem do produtor e sobre a competitividade do produto brasileiro”.

Rezende acrescenta que o custo logístico começa antes da venda da safra. “O caminhão não leva apenas o grão para o armazém, para o porto ou para a indústria. Ele também traz fertilizante, sementes, defensivos, máquinas e outros insumos até a propriedade. Uma metodologia distorcida pode pesar nas duas pontas: aumenta o custo para produzir e volta a pesar quando chega a hora de comercializar a safra”.

Outro parâmetro questionado pela pesquisa é a vida econômica utilizada para calcular depreciação e remuneração do capital investido no caminhão. A metodologia considera sete anos, enquanto dados da própria ANTT indicam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração que circulam no País.

Ao simular uma vida útil próxima de 16 anos e fazer outros ajustes relacionados a esse parâmetro, o estudo encontrou possibilidade de redução entre 6% e 10% no custo calculado para determinadas operações de transporte de grãos.

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As propostas não se limitam a esses dois pontos. Os pesquisadores analisaram consumo de combustível, configuração e número de eixos dos veículos, retorno vazio, operações de maior produtividade e diferentes modalidades de contratação. A conclusão é que uma fórmula única pode não representar adequadamente a diversidade das operações realizadas nas rodovias brasileiras.

Entre as 15 contribuições apresentadas pelo setor produtivo à ANTT está justamente a adoção do custo operacional efetivo como referência. As entidades defendem que despesas que não representem desembolso necessário para a realização do transporte não sejam incorporadas artificialmente ao piso.

Outra discussão envolve o prazo para pagamento. A nova lei estabelece limite máximo de 30 dias úteis. O setor produtivo defende que a contagem comece na entrega da carga ao destino, evitando que parte do prazo seja consumida enquanto a mercadoria ainda está em trânsito.

A Lei 15.485 também tornou mais rígida a fiscalização. Toda operação de transporte rodoviário remunerado deverá ser registrada por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), conforme cronograma a ser estabelecido pela ANTT. A legislação prevê ainda multa de R$ 10,5 mil para determinadas infrações relacionadas à oferta ou contratação abaixo do piso e permite medidas contra reincidentes.

A FPA agora trabalha em duas frentes: tenta influenciar a regulamentação da ANTT para que a nova metodologia considere os custos efetivamente observados nas operações e articula no Congresso a análise dos vetos presidenciais.

Para o produtor rural, o resultado dessa discussão terá efeito direto sobre uma das principais despesas para colocar a safra no mercado. Em um País no qual boa parte dos grãos percorre centenas de quilômetros de caminhão entre a fazenda, os armazéns, as indústrias e os portos, alguns pontos percentuais no frete podem representar uma diferença relevante no resultado final da produção.

Fonte: Pensar Agro

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