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Exportação de bebidas alcoólicas cresce com registro especial e impulsiona lucros de empresas brasileiras

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O mercado externo tem se revelado uma alternativa concreta para empresas brasileiras do setor de bebidas alcoólicas ampliarem sua receita e presença global. Produtos como cachaça, vinhos e cervejas artesanais vêm ganhando valorização fora do país, transformando a exportação em uma estratégia comercial viável e lucrativa. No entanto, para que essa internacionalização ocorra de forma legal e segura, é imprescindível que as empresas obtenham o registro especial junto à Receita Federal — documento que assegura a regularidade fiscal, sanitária e tributária das operações.

De acordo com dados do Comex Stat, em 2022 o Brasil exportou US$ 193 milhões em bebidas alcoólicas. Cervejas lideraram com US$ 120 milhões, seguidas por cachaças (US$ 20 milhões) e vinhos (US$ 13,7 milhões). Os números evidenciam o potencial de crescimento internacional do setor, desde que os empreendimentos estejam devidamente regularizados.

Exigências e trâmites para emissão do registro especial

A emissão do registro especial é obrigatória para produtores, engarrafadores, cooperativas, atacadistas e importadores de bebidas alcoólicas. Para obtê-lo, a empresa precisa estar legalmente constituída e com cadastro atualizado, possuir instalações industriais adequadas, estar registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além de manter a regularidade fiscal junto à Receita Federal. Também é necessário que a empresa não tenha histórico de sanções penais ou administrativas ligadas a condutas lesivas ao meio ambiente.

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“O registro especial é um passo essencial para quem deseja atuar no comércio internacional de bebidas alcoólicas. Ele assegura que a empresa cumpre todas as exigências legais e fiscais, o que é fundamental para construir credibilidade com parceiros comerciais no exterior”, afirma Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e soluções tecnológicas para operações internacionais.

Marcas brasileiras conquistam espaço no mercado internacional

Diversas marcas nacionais têm conquistado reconhecimento fora do país após obterem o registro especial. A Cachaça 51, por exemplo, é exportada para mais de 50 países, entre eles Chile, Portugal, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Suíça e Japão. A Ypióca, mais antiga marca de cachaça do Brasil, exporta para a Alemanha desde 1968. Já a Pitú, maior exportadora da bebida, tem presença consolidada em mercados como Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Japão e países do Mercosul.

Segundo Oliveira, o sucesso dessas empresas demonstra a importância da conformidade regulatória. “O registro especial é o primeiro passo para assegurar que os produtos atendam às exigências dos mercados de destino. As empresas que desejam seguir esse caminho devem buscar orientação especializada para compreender todas as etapas do processo e estarem aptas a competir globalmente”, conclui.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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