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Exportação de milho: Brasil projeta embarque de 2,6 milhões de toneladas para janeiro
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O setor de exportação de cereais inicia o ano com projeções moderadas para o mercado brasileiro. De acordo com o levantamento mais recente do sistema line-up (programação de navios nos portos), o Brasil prevê o embarque de 2,647 milhões de toneladas de milho durante o mês de janeiro.
Os dados foram compilados pela consultoria Safras & Mercado e refletem a movimentação logística planejada para o primeiro mês de 2026.
Ritmo de embarques e comparação com dezembro
Até o dia 2 de janeiro, os registros indicavam que o volume previsto ainda não havia começado a ser efetivamente carregado nos navios. Esse montante projetado para o mês atual representa uma redução significativa em comparação ao desempenho de dezembro, quando o line-up sinalizou o embarque de 6,158 milhões de toneladas do grão.
Acumulado da temporada comercial 2025/26
Ao analisar o ciclo completo da temporada comercial, os números demonstram a robustez do fluxo brasileiro. No intervalo compreendido entre fevereiro de 2025 e a projeção para o final de janeiro de 2026, o Brasil soma um volume acumulado de 41,577 milhões de toneladas de milho destinadas ao mercado externo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Agro local deve gerar R$ 206 bilhões em 2026: 15% de toda a riqueza produzida no País
Mato Grosso deve ampliar ainda mais sua liderança no agronegócio nacional em 2026. Estimativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mspa), compiladas pelo DataHub, núcleo de dados econômicos ligado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), apontam que o estado deverá alcançar Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuário de R$ 206 bilhões neste ano.
O montante representa cerca de 15% de toda a riqueza gerada pelo campo brasileiro, cuja estimativa nacional chega a R$ 1,38 trilhão. O Valor Bruto da Produção mede o faturamento bruto das atividades agropecuárias dentro da porteira, considerando volume produzido e preços de mercado, antes do processamento industrial.
Com esse desempenho, Mato Grosso mantém ampla vantagem sobre outros grandes estados produtores. Minas Gerais aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 167 bilhões, seguido por São Paulo (R$ 157 bilhões), Paraná (R$ 150 bilhões) e Goiás (R$ 117 bilhões).
A liderança mato-grossense está diretamente ligada à escala produtiva e à força de suas principais cadeias agropecuárias. A soja continua sendo o principal motor do agro estadual, respondendo sozinha por 43% do VBP. Na sequência aparecem o milho, com 21,67%, e a bovinocultura, com 17,96%.
Além da liderança em soja e milho, o estado também ocupa posição de destaque nacional na produção de algodão e bovinos, consolidando-se como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e proteínas.
O avanço econômico do setor também se reflete no mercado de trabalho. Nos dois primeiros meses de 2026, o agro mato-grossense registrou saldo positivo de 9.066 empregos formais, reforçando o peso da atividade sobre a renda e a dinâmica econômica regional.
O desempenho confirma uma transformação estrutural observada nos últimos anos: Mato Grosso deixou de ser apenas uma fronteira agrícola de expansão para se consolidar como um dos principais centros produtivos e logísticos do agronegócio mundial.
O crescimento da produção, aliado à ampliação da capacidade de armazenagem, ao avanço da agroindústria e aos investimentos em infraestrutura, fortalece a posição estratégica do estado em cadeias globais de commodities agrícolas.
Boa parte do saldo comercial brasileiro ligado ao agro passa hoje por Mato Grosso. Soja, milho, algodão e carne bovina produzidos no estado sustentam não apenas a balança comercial, mas também parte relevante da geração de divisas do país.
Os números também evidenciam o peso crescente do Centro-Oeste na economia brasileira. Há duas décadas, a liderança do agro nacional estava mais concentrada no Sul e Sudeste. Hoje, Mato Grosso se consolidou como principal eixo de crescimento da produção agropecuária brasileira, impulsionado por escala, tecnologia e expansão logística.
Fonte: Pensar Agro
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