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Exportação diária de carne de frango recua 25% em junho com impactos da gripe aviária

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A exportação de carne de aves e suas miudezas, frescas, refrigeradas ou congeladas, registrou redução significativa até a segunda semana de junho de 2025. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume exportado alcançou 182,4 mil toneladas, bem abaixo das 408 mil toneladas exportadas em junho do ano passado, quando foram considerados 20 dias úteis.

Impactos do primeiro caso de gripe aviária em granja comercial

O setor segue sentindo os efeitos do primeiro caso de gripe aviária detectado em granja comercial no Brasil, no município de Montenegro, Rio Grande do Sul, em 15 de maio. Em consequência, vários países suspenderam temporariamente as importações da carne brasileira. O Brasil, entretanto, retomará as exportações a partir do dia 18 de junho.

Média diária de exportação apresenta queda expressiva

Na primeira semana de junho deste ano, a média diária exportada ficou em 15,2 mil toneladas, o que representa uma queda de 25,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, que teve média diária de 20,3 mil toneladas. Quando comparado à semana anterior, a retração foi de 14,86%, já que na última semana de maio a média diária havia sido de 17,9 mil toneladas.

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Preços mantêm estabilidade com leve alta

Apesar da queda no volume exportado, o preço médio da tonelada de carne de frango na segunda semana de junho registrou uma leve alta de 0,07%, chegando a US$ 1.798,5, em comparação com US$ 1.785,4 na mesma semana do ano anterior.

Receita com exportações apresenta forte retração

O faturamento obtido na segunda semana de junho totalizou US$ 274,18 milhões, contra US$ 728,45 milhões registrados no mesmo período do ano passado. A média diária de receita também sofreu queda, alcançando US$ 27,42 milhões, o que representa uma redução de 24,7% frente à média diária de junho de 2024, que foi de US$ 36,42 milhões.

O cenário atual demonstra os desafios enfrentados pela avicultura brasileira diante dos reflexos da gripe aviária, com impactos diretos na performance das exportações e na receita do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de trigo segue em alta com oferta restrita no Brasil e maior dependência de importações

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O mercado brasileiro de trigo manteve viés de alta ao longo da semana, sustentado por fundamentos como oferta doméstica restrita, dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade e aumento da dependência do mercado externo. O ritmo de negociações seguiu pontual, refletindo o desalinhamento entre compradores e vendedores e a postura cautelosa da indústria.

De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o cenário continua marcado pela escassez de produto, especialmente nos padrões mais elevados de qualidade. Esse fator tem sido determinante para manter os preços firmes, mesmo com baixa fluidez nas negociações.

Demanda ativa no Paraná eleva preços e amplia divergência entre compradores

No Paraná, a semana foi caracterizada por uma demanda mais aquecida, embora com comportamento heterogêneo entre os agentes do mercado. Moinhos com estoques mais confortáveis operaram com indicações de preços mais baixas, enquanto compradores que necessitam recompor estoques aceitaram pagar valores mais elevados.

Segundo Bento, esse diferencial de preços explica a baixa fluidez nas negociações. Ainda assim, há uma tendência de convergência gradual nas cotações, à medida que o mercado busca equilíbrio.

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Rio Grande do Sul registra negociações pontuais e valorização por qualidade

No Rio Grande do Sul, o comportamento foi semelhante, com negociações pontuais e sustentação das cotações. O mercado segue ajustado, com vendedores mantendo posição firme e compradores atuando de forma seletiva.

A diferenciação por qualidade se intensificou no estado, ampliando o prêmio pago por lotes de melhor padrão, o que reforça o cenário de valorização para produtos com maior aptidão para panificação.

Oferta insuficiente amplia dependência de importações

A restrição de oferta também evidencia um descompasso relevante entre disponibilidade e demanda, especialmente no Paraná. O volume disponível no mercado interno é significativamente inferior à necessidade da indústria, o que reforça a dependência de importações.

Nesse contexto, a Argentina tende a ganhar protagonismo como principal fornecedora de trigo ao Brasil. No entanto, limitações relacionadas à qualidade do produto argentino podem restringir a oferta efetiva de trigo panificável.

Segundo o analista, a preocupação com o padrão do produto disponível para exportação ganha importância estratégica, pois influencia diretamente a formação de preços e a disponibilidade de suprimento no mercado interno.

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Mercado internacional reage a tensões geopolíticas e clima nos EUA

No cenário externo, o mercado de trigo foi impactado por fatores geopolíticos e climáticos. A valorização na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo da semana refletiu o aumento das tensões no Oriente Médio e as preocupações com as condições climáticas nas Planícies dos Estados Unidos.

O risco de interrupções logísticas e o clima adverso nas áreas produtoras mantiveram o viés de alta nas cotações internacionais.

Câmbio limita repasse de alta ao mercado interno

Apesar do cenário altista, o câmbio atuou como fator de contenção no mercado doméstico. A valorização do real, com o dólar abaixo de R$ 5,00, reduziu o custo de importação do trigo e limitou repasses mais intensos aos preços internos.

De acordo com Bento, esse movimento ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante de fundamentos que indicam pressão de alta. A redução no custo de internalização do produto importado tem sido um elemento importante para conter avanços mais expressivos nas cotações no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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