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Exportações brasileiras de grãos avançam em 2026 e devem superar 23 milhões de toneladas em fevereiro, aponta ANEC
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Crescimento nas exportações de grãos impulsiona o agronegócio brasileiro
As exportações brasileiras de grãos iniciaram 2026 com ritmo acelerado, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais. O levantamento referente à semana 6 de 2026 indica que o país deve embarcar entre 22,1 e 23,1 milhões de toneladas de produtos agrícolas até o fim de fevereiro, com destaque para a soja e o milho.
De acordo com informações da Cargonave, o volume acumulado até o momento é impulsionado pela forte demanda internacional e pela boa disponibilidade de grãos nos portos brasileiros, especialmente Porto de Santos, Porto de Paranaguá e Porto de São Luís (Itaqui).
Soja lidera os embarques brasileiros
A soja continua sendo o principal produto de exportação do Brasil. Para fevereiro, a ANEC estima que o país embarque entre 11,0 e 11,9 milhões de toneladas, mantendo o ritmo recorde observado em janeiro, quando foram exportadas 2,4 milhões de toneladas.
Os principais destinos da soja brasileira seguem sendo China (66%), Espanha (7%), Tailândia, Turquia e Irã, que juntos respondem por mais de 80% das vendas externas do grão.
O aumento do fluxo de soja pelos portos brasileiros reflete a boa safra esperada para 2026 e o avanço logístico, com destaque para os embarques via Porto de Barcarena e Porto de Santarém, que vêm ganhando participação nas exportações.
Milho e farelo de soja também ganham destaque
O milho é o segundo produto mais exportado, com previsão de 1,8 milhão de toneladas embarcadas em fevereiro. O desempenho positivo é sustentado pela forte demanda de países como Irã, Vietnã, Argélia e Egito, que juntos concentram mais de 70% das compras do cereal brasileiro.
Já o farelo de soja, um dos principais derivados exportados pelo Brasil, deve alcançar 300 mil toneladas em fevereiro, com destaque para embarques destinados à Indonésia (27%), Tailândia, Polônia e França.
Trigo e DDGS registram recuperação nas vendas
As exportações de trigo totalizaram 144,7 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro, volume superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os principais compradores foram Bangladesh (40%), Vietnã (26%) e Quênia (22%).
Além disso, o Brasil voltou a embarcar DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), totalizando 32 mil toneladas, indicando diversificação da pauta exportadora.
Portos do Arco Norte ampliam participação nas exportações
Os portos do Arco Norte — que incluem Itaqui (MA), Barcarena (PA) e Santarém (PA) — têm ampliado sua participação nas exportações agrícolas. Na semana analisada, essas rotas responderam por mais de 25% dos embarques de soja e milho, reforçando a importância da logística integrada entre as regiões produtoras do Centro-Oeste e os terminais do Norte.
O Porto de Santos continua como principal via de escoamento do agronegócio brasileiro, com mais de 1 milhão de toneladas embarcadas apenas na sexta semana do ano.
Panorama anual indica forte ritmo de exportações
A ANEC projeta que as exportações de grãos do Brasil ultrapassem 23 milhões de toneladas no acumulado de fevereiro, somando soja, milho, farelo, trigo e outros derivados. Caso o ritmo se mantenha, 2026 poderá consolidar-se como um dos anos de maior volume exportado da história do setor.
O desempenho é favorecido pela boa colheita, pela competitividade cambial e pela crescente demanda internacional por produtos agrícolas brasileiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.
A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.
A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.
Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.
O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.
A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.
As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.
As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.
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