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Exportações de café do Espírito Santo caem 25% em janeiro e atingem menor número de destinos em cinco anos
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Volume e receita em queda marcam início de 2026
As exportações de café do Espírito Santo registraram forte retração em janeiro de 2026. O estado embarcou 195 mil sacas, sendo 30 mil de arábica, 147 mil de conilon e 18 mil de café solúvel, com receita total de US$ 54 milhões no mês.
Os números refletem um recuo de 32% no volume exportado e de 37% na receita cambial em comparação com dezembro de 2025.
Desempenho por tipo de café
A queda atingiu todas as variedades:
- Arábica: US$ 12 milhões (-67%)
- Conilon: US$ 39 milhões (-13%)
- Café solúvel: US$ 4 milhões (-42%)
Na comparação com janeiro de 2025, tanto o volume total quanto a receita cambial caíram 25%. Entre as variedades, o café solúvel foi o mais afetado, com redução de 61% na receita e 52% no volume. O arábica apresentou retração de 43% na receita e 52% no volume embarcado, enquanto o conilon teve queda mais moderada, de 13% na receita e 7% no volume.
Menor presença internacional do café capixaba
Além da queda nas exportações, o número de países compradores também diminuiu. Em janeiro de 2026, o café capixaba chegou a 22 destinos, número inferior ao registrado em anos anteriores.
Os dez principais destinos foram:
- Colômbia (21%),
- Espanha (18%),
- Turquia (10%),
- Argentina (10%),
- México (9%),
- Alemanha (7%),
- Indonésia (6%),
- França (5%),
- Chile (4%) e
- Itália (4%).
O desempenho indica uma redução no alcance internacional do Espírito Santo no mercado global de café.
Oscilações nas exportações nos últimos anos
A evolução do número de países importadores entre 2021 e 2026 demonstra a instabilidade da presença internacional do café capixaba:
- 2021: 41 países
- 2022: 26 países
- 2023: 20 países
- 2024: 41 países
- 2025: 28 países
- 2026: 22 países
Os dados revelam que, apesar da importância do Espírito Santo na produção e exportação nacional, o setor enfrenta desafios para manter e ampliar mercados externos, especialmente diante das oscilações de preços e da concorrência internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro



