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Exportações de carne de frango seguem estáveis em maio, sem impacto imediato de restrições por gripe aviária

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As exportações brasileiras de carne de frango, até a quarta semana de maio, seguem em ritmo normal e ainda não sentiram os efeitos das restrições impostas por países importadores devido ao caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) registrado em uma granja comercial em Montenegro (RS). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Exportações seguem sem prejuízos imediatos

Segundo Fernando Henrique Iglesias, coordenador de mercados da consultoria SAFRAS & Mercado, os embarques continuam sem prejuízos no curto prazo.

“Estamos tratando de dados financeiros já consolidados. Os impactos devem ser sentidos de forma mais clara a partir de junho, com maior evidência em julho. A expectativa para maio é de um volume total de exportações próximo a 400 mil toneladas”, destacou.

Receita já representa mais de 75% do total de maio de 2024

Até o momento, a receita acumulada com os embarques de carne de frango em maio já alcança US$ 575,95 milhões, o que corresponde a 76,6% do total obtido em todo o mês de maio de 2024, quando foram registrados US$ 751,89 milhões.

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Volume exportado também se aproxima do total mensal

O volume embarcado até a quarta semana de maio somou 318,5 mil toneladas, o que representa 75,05% do total exportado em maio de 2024, quando o volume chegou a 424,4 mil toneladas.

Desempenho diário mantém estabilidade
  • Média diária de faturamento: US$ 35,99 milhões – alta de 0,5% em relação à média de maio de 2024.
  • Em relação à semana anterior, houve queda de 1,8%, frente aos US$ 36,69 milhões registrados anteriormente.
  • Média diária de volume embarcado: 19.908 toneladas – queda de 1,5% na comparação com maio de 2024.
  • Quando comparado à média da semana anterior (20.259 toneladas), a retração foi de 1,7%.
Preço por tonelada tem leve valorização anual

O preço médio pago por tonelada foi de US$ 1.808, valor 2,1% superior ao registrado em maio de 2024.

No entanto, em relação à semana anterior, houve leve queda de 0,15%, considerando o valor anterior de US$ 1.811 por tonelada.

Expectativas para os próximos meses

Apesar da estabilidade atual, especialistas alertam que os impactos nas exportações da proteína avícola brasileira devido ao caso de IAAP podem se refletir nos dados de junho e julho, com possível redução no volume de embarques e na receita.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Livro do IDR aponta saída para dependência da soja no biodiesel

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A cadeia do biodiesel no Brasil entrou em uma fase de maturidade produtiva, com volumes próximos de 10 bilhões de litros por ano, mas ainda carrega um ponto de fragilidade: a forte dependência da soja como matéria-prima. Hoje, mais de 70% do biodiesel nacional tem origem no óleo da oleaginosa, o que torna o setor sensível a oscilações de safra, preços internacionais e custos de produção, um efeito que chega diretamente ao diesel consumido no campo.

Essa concentração limita a previsibilidade da cadeia e amplia o impacto de choques de mercado sobre o produtor rural. Em um cenário de margens pressionadas, a diversificação das fontes de óleo deixa de ser apenas uma alternativa agronômica e passa a ser uma necessidade econômica.

É nesse contexto que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou, na última quinta-feira (16.04), uma publicação técnica voltada à ampliação do leque de oleaginosas no Estado. O trabalho intitulado Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, consolida anos de pesquisa aplicada e reúne orientações práticas para produção, manejo e aproveitamento de diferentes culturas, com foco direto na viabilidade no campo.

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O estudo que reúne contribuições de 38 pesquisadores, analisa dez espécies com potencial produtivo no Paraná, entre elas canola, girassol, gergelim e crambe, considerando fatores como adaptação climática, manejo, rendimento de óleo e inserção na cadeia produtiva. A proposta é clara: reduzir a dependência da soja e ampliar as alternativas ao produtor, respeitando as condições regionais.

No Estado, que produz cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel por ano, o movimento de diversificação ainda é incipiente, mas começa a ganhar espaço. Culturas de inverno, como canola e girassol, aparecem como opções estratégicas, tanto pela geração de matéria-prima quanto pelos ganhos agronômicos, como rotação de culturas e melhoria da qualidade do solo.

A canola, por exemplo, já ocupa cerca de 8 mil hectares no Paraná, concentrados nas regiões Oeste e Sudoeste. Embora ainda distante da escala da soja, o avanço indica uma mudança gradual no sistema produtivo, com potencial de crescimento conforme evoluem os estímulos de mercado e assistência técnica.

Outro ponto destacado na publicação é o papel dos coprodutos na viabilidade econômica. A extração de óleo gera farelos e tortas que podem ser utilizados na alimentação animal, criando uma fonte adicional de receita e melhorando a eficiência do sistema produtivo.

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No cenário global, a produção de óleos vegetais, base para o biodiesel, supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e palma. O Brasil, pela disponibilidade de área e tecnologia, tem espaço para avançar, mas a sustentabilidade do crescimento passa, necessariamente, pela diversificação da matriz.

A avaliação técnica converge para um ponto: ampliar o portfólio de oleaginosas é um passo essencial para reduzir riscos, estabilizar custos e dar mais previsibilidade à cadeia. Para o produtor, isso se traduz em melhor uso da terra ao longo do ano e menor exposição às oscilações de um único mercado.

O livro tá disponível  no site do IDR-Paraná e custa R$300. Para comprar, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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