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Exportações de grãos do Brasil somam até 177,7 milhões de toneladas em 2025, aponta ANEC
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De acordo com o boletim semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), divulgado em 16 de dezembro, o Brasil deverá fechar o ano de 2025 com um volume total exportado entre 176 e 177,7 milhões de toneladas de grãos e derivados. O relatório, elaborado em parceria com a Cargonave, reúne dados sobre os embarques de soja, farelo de soja, milho e trigo, revisados mensalmente.
Desempenho da soja mantém Brasil na liderança global
A soja segue como principal produto do agronegócio brasileiro, com previsão de 109,27 milhões de toneladas exportadas em 2025, contra 97,29 milhões em 2024 — um crescimento de aproximadamente 12,3%.
O destaque vem dos portos de Santos, Paranaguá e São Luís/Itaqui, que concentram a maior parte das cargas embarcadas. Somente Santos movimentou mais de 500 mil toneladas de soja na 50ª semana do ano.
Farelo de soja mantém ritmo de crescimento
O farelo de soja também apresenta avanço, com 23,38 milhões de toneladas exportadas em 2025, frente a 22,84 milhões no ano anterior. O crescimento de 539 mil toneladas reflete a demanda aquecida do mercado internacional, especialmente de países asiáticos e europeus, que utilizam o produto na formulação de rações.
Milho: leve recuperação após queda em 2024
Os embarques de milho devem atingir entre 41,06 e 42,75 milhões de toneladas em 2025, um volume superior ao de 2024 (37,83 milhões). O relatório ressalta, contudo, que a carga efetiva pode variar entre 5,5 e 7,19 milhões de toneladas em dezembro, dependendo das condições logísticas e climáticas que afetam os embarques nos principais portos.
Trigo perde espaço, mas mantém fluxo de exportações
As exportações de trigo apresentam leve retração em 2025, com 2,28 milhões de toneladas previstas, contra 2,58 milhões em 2024. Apesar da queda, o volume indica manutenção das vendas externas, sustentadas pela produção do Sul do país.
Crescimento total impulsionado pela logística portuária
No acumulado de 2025, considerando todos os produtos, o Brasil poderá registrar alta superior a 10% nas exportações em relação ao ano anterior. A melhoria na infraestrutura portuária e a eficiência das operações logísticas, especialmente em portos como Barcarena, Santarém e Rio Grande, têm contribuído para o aumento da capacidade de escoamento.
Panorama geral e expectativas para 2026
Segundo a ANEC, a tendência é de manutenção do ritmo de exportações em 2026, com o avanço da colheita da safra de soja e milho e o fortalecimento das parcerias comerciais. A entidade destaca que as projeções são revisadas mensalmente, podendo haver ajustes conforme o desempenho real dos embarques.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos
A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.
Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.
É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.
O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.
Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.
Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.
Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.
Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.
A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.
Fonte: Pensar Agro
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