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Exportações de soja caem em junho e acumulam retração no semestre
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As exportações brasileiras de soja em grão registraram queda em junho de 2025, tanto em volume quanto em receita, refletindo a desaceleração sazonal dos embarques e a desvalorização dos preços internacionais. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com base em 20 dias úteis de movimentação, e apontam um cenário de retração no comércio do grão.
Queda nos embarques de junho
Em junho, o Brasil exportou 13,42 milhões de toneladas de soja, o que representa uma queda de 3,9% em comparação ao mesmo mês de 2024, quando os embarques somaram 13,96 milhões de toneladas.
A receita gerada pelas exportações também recuou: foram US$ 5,37 bilhões em junho deste ano, uma diminuição de 12,5% frente aos US$ 6,14 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Em relação a maio de 2025, quando a receita havia sido de US$ 6,13 bilhões, o desempenho também foi inferior.
Preço médio por tonelada recua 9%
O preço médio da tonelada de soja no mês passado foi de US$ 400,10, valor 9% inferior ao registrado em junho de 2024 (US$ 439,70 por tonelada). Essa queda nos preços ajudou a intensificar a redução na receita, mesmo com uma diminuição mais moderada no volume exportado.
Desempenho do primeiro semestre
Entre janeiro e junho de 2025, o Brasil exportou 64,95 milhões de toneladas de soja em grão, uma retração de 13,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando os embarques totalizaram 74,99 milhões de toneladas.
A queda na receita foi ainda mais acentuada: o valor obtido no semestre foi de US$ 25,45 bilhões, frente aos US$ 32,54 bilhões no primeiro semestre do ano passado — uma redução de 21,8%. Os dados são do Agrostat e da Secex.
Ritmo diário também desacelera
A média diária de exportações em junho foi de 671 mil toneladas, inferior às 698 mil toneladas por dia útil embarcadas em junho de 2024. Essa desaceleração está dentro do padrão sazonal, já que os embarques de soja no Brasil costumam atingir o pico entre abril e maio, com queda natural a partir de junho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro

