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Exportações de Suco de Laranja para EUA Crescem, mas União Europeia Registra Queda

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Segundo dados do Comex Stat/Mdic analisados pelo Cepea, no balanço dos cinco primeiros meses da safra 2025/26 (julho a novembro de 2025), as exportações brasileiras de suco de laranja apresentaram comportamento divergente entre os principais destinos. Enquanto os Estados Unidos receberam 162,8 mil toneladas de suco equivalente concentrado (66° Brix), representando um aumento de 25,9% em relação ao mesmo período da safra anterior, a União Europeia, tradicionalmente o maior comprador da commodity nacional, recebeu 160,6 mil toneladas, registrando queda de 25,5%.

Qualidade da safra e estoques influenciam preços da laranja

Pesquisadores do Cepea destacam que a boa qualidade do suco da safra 2025/26, combinada com a demanda enfraquecida na União Europeia, tem favorecido a recomposição de estoques na indústria brasileira. Essa dinâmica vem pressionando os valores da laranja pagos aos produtores, impactando diretamente o mercado interno.

Impactos no mercado interno: queda de preços da pera de mesa

No mercado nacional, a diminuição da demanda e a recomposição dos estoques também refletem nos preços da fruta. Entre 15 e 18 de dezembro, a pera de mesa na árvore foi comercializada à média de R$ 46,58 por caixa de 40,8 kg, apresentando queda de 11,45% em relação à semana anterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós

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Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.

É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.

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Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

Vilma Clea Oliveira da Silva
Vilma Clea Oliveira da Silva

Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.

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Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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