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Exportações do agronegócio de Minas Gerais somam US$ 11,6 bilhões em 9 meses
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As exportações do setor agropecuário de Minas Gerais atingiram um marco histórico nos primeiros nove meses deste ano, totalizando US$ 11,6 bilhões em receita.
Este número representa um aumento notável de 47% em comparação com o mesmo período do ano anterior e já ultrapassa o recorde anterior registrado em 2021, quando as exportações totalizaram US$ 10,5 bilhões.
Essas exportações abrangeram produtos agropecuários que foram enviados para 169 países em todo o mundo. Os principais destinos desses produtos mineiros incluíram a China, com US$ 3,7 bilhões em compras, os Estados Unidos, com US$ 1,2 bilhão, a Alemanha, com US$ 1,1 bilhão, a Itália, com US$ 537 milhões, e a Bélgica, com US$ 528 milhões. Notavelmente, 13 novos mercados foram conquistados neste período, incluindo Luxemburgo, Mianmar, Zâmbia, Samoa, Mayotte, Nigéria, Guadalupe, Burkina Faso, Andorra, Nauru, Malta, Terras Austrais Francesas e Etiópia.
Esse sucesso nas exportações é resultado de esforços conjuntos da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que promoveram os produtos de Minas internacionalmente. Esses esforços incluíram encontros entre as cadeias produtivas do estado e compradores internacionais, facilitando a expansão dos negócios.
O volume de produtos exportados alcançou a marca de 10,7 milhões de toneladas, um aumento de 7% em relação ao período anterior. As exportações do setor agropecuário representaram 37,5% do total de vendas de Minas Gerais para o mercado externo.
O café, como principal produto da pauta de exportações do agronegócio mineiro, alcançou uma receita de US$ 4,4 bilhões, um crescimento notável de 63% em relação ao ano anterior. O café mineiro foi exportado para 80 países, com destaque para a Alemanha e os Estados Unidos como os principais destinos.
O complexo de soja obteve uma receita de US$ 3,2 bilhões, com um volume de exportação de 5,2 milhões de toneladas, representando um crescimento de 51% em valor e 18% em volume. A carne bovina e de frango também registraram desempenho notável, com exportações no valor de pouco mais de US$ 1 bilhão e US$ 265 milhões, respectivamente.
Além disso, o complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool) gerou US$ 960 milhões em receita, enquanto produtos florestais (celulose, madeira, papel e borracha) contribuíram com US$ 637 milhões em vendas. Juntos, esses setores representaram uma parte significativa das exportações do agronegócio mineiro nos primeiros nove meses de 2022.
Em resumo, o estado de Minas Gerais registrou um desempenho notável em suas exportações do setor agropecuário, impulsionado por aumentos nas vendas de café, soja, carnes e produtos do complexo sucroalcooleiro, refletindo a demanda global aquecida e a valorização das commodities. Este sucesso nas exportações destaca a importância do agronegócio para a economia do estado e sua capacidade de competir nos mercados internacionais.
Fonte: Pensar Agro
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Plano Safra 2026/2027: crédito rural enfrenta barreiras e exclui até 40% da agricultura familiar
O acesso ao crédito rural no Brasil segue marcado por desigualdades estruturais que devem ganhar protagonismo nas discussões do Plano Safra 2026/2027. Levantamentos recentes indicam que até 40% dos agricultores familiares, especialmente povos indígenas e comunidades tradicionais, enfrentam dificuldades para acessar financiamento por falta de documentação e entraves burocráticos.
Crédito rural não alcança todos os produtores
Embora seja a principal política pública de financiamento do setor, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar ainda apresenta forte concentração regional e produtiva.
Na prática, produtores ligados à sociobioeconomia — como extrativistas, pescadores artesanais e sistemas agroflorestais — encontram mais obstáculos para acessar crédito, sobretudo em regiões remotas do Norte e Nordeste.
Entre os principais entraves estão:
- Exigência de documentação, como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF)
- Dificuldade de atualização cadastral
- Baixa oferta de assistência técnica qualificada
- Limitações logísticas e acesso restrito a serviços financeiros
Esse cenário acaba excluindo uma parcela significativa de produtores que atuam em sistemas sustentáveis e de baixo impacto ambiental.
Falta de documentação é um dos principais gargalos
O Cadastro da Agricultura Familiar é requisito essencial para acessar linhas como o Pronaf e programas públicos de comercialização.
No entanto, estimativas apontam que cerca de 40% das famílias da sociobioeconomia não possuem o cadastro ativo, o que limita o acesso não apenas ao crédito, mas também a políticas como:
- Programa Nacional de Alimentação Escolar
- Programa de Aquisição de Alimentos
Em regiões mais isoladas, o problema se agrava com a dificuldade de emissão de documentos, falta de internet e distância de agências bancárias.
Recursos seguem concentrados na pecuária
Outro ponto crítico é a concentração dos recursos do crédito rural. Atualmente:
- Cerca de 70% do crédito do Pronaf está nas regiões Sul e Sudeste
- Mais de 85% das operações estão ligadas à pecuária
Na região Norte, por exemplo, 85,4% dos recursos foram destinados à atividade pecuária em 2025, enquanto menos de 8% chegaram às cadeias da sociobioeconomia.
Entre as atividades menos financiadas estão:
- Produção de açaí, cacau e castanha-do-Brasil
- Óleos vegetais
- Pesca artesanal
- Sistemas agroflorestais
Apesar de algum avanço recente, as operações ainda se concentram fortemente em poucas cadeias — como o cacau — impulsionadas por fatores de mercado, como valorização de preços.
Plano Safra será decisivo para reequilibrar o crédito
Especialistas apontam que o Plano Safra 2026/2027 será estratégico para corrigir distorções e ampliar o acesso ao financiamento rural.
Entre as principais medidas esperadas estão:
- Ampliação do crédito para cadeias da sociobioeconomia
- Descentralização da emissão do CAF
- Fortalecimento da assistência técnica no campo
- Criação de mecanismos de garantia para cooperativas
- Incentivos para instituições financeiras ampliarem a oferta de crédito
O objetivo é tornar o crédito mais alinhado à diversidade produtiva do país, promovendo inclusão e desenvolvimento sustentável.
Sociobioeconomia ganha espaço como estratégia de desenvolvimento
A sociobioeconomia tem ganhado destaque como alternativa estratégica para o agronegócio brasileiro, ao combinar geração de renda com conservação ambiental.
Essas cadeias produtivas apresentam alto valor agregado e potencial de expansão, especialmente em regiões com forte presença de biodiversidade.
No entanto, a falta de acesso ao crédito ainda limita o crescimento dessas atividades, reduzindo oportunidades de desenvolvimento local e manutenção dos ecossistemas.
Tecnologia surge como aliada no acesso ao crédito
Iniciativas digitais começam a surgir como solução para reduzir barreiras. Um exemplo é o desenvolvimento de plataformas que auxiliam cooperativas e produtores na organização documental e na elaboração de projetos de financiamento.
Essas ferramentas permitem:
- Facilitar o cadastro para acesso ao crédito
- Organizar documentação exigida
- Conectar produtores a instituições financeiras
A digitalização pode acelerar a inclusão financeira no campo, especialmente em regiões mais isoladas.
Desafio vai além do volume de recursos
Mais do que ampliar o volume de crédito, o principal desafio do Plano Safra está em reestruturar o modelo atual, tornando-o mais acessível, inclusivo e eficiente.
A reorientação do crédito rural é vista como essencial para:
- Fortalecer a agricultura familiar
- Valorizar comunidades tradicionais
- Impulsionar cadeias sustentáveis
- Promover desenvolvimento regional equilibrado
O sucesso dessa agenda pode redefinir o papel do crédito rural como instrumento de transformação econômica e ambiental no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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