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Exportações do agronegócio gaúcho crescem 32% em maio e alcançam US$ 1,33 bilhão

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O agronegócio do Rio Grande do Sul registrou forte crescimento nas exportações em maio de 2026, consolidando sua relevância para a economia estadual. As vendas externas do setor somaram US$ 1,33 bilhão no período, avanço de 32,5% em comparação com maio de 2025, quando haviam totalizado US$ 1,01 bilhão.

Em volume, os embarques alcançaram 2,04 milhões de toneladas, representando crescimento de 47,4% sobre as 1,38 milhão de toneladas exportadas no mesmo mês do ano anterior. Os dados integram o relatório mensal de Exportações do Agronegócio do Rio Grande do Sul, elaborado pela Assessoria Econômica da Farsul.

O desempenho reforça a posição estratégica do setor na balança comercial gaúcha. Em maio, o agronegócio respondeu por 72% de todo o valor exportado pelo Estado, que atingiu US$ 1,85 bilhão, e por 92% do volume embarcado, equivalente a 2,22 milhões de toneladas.

Complexo soja lidera crescimento das exportações

Principal segmento exportador do agronegócio gaúcho, o complexo soja foi responsável pela maior contribuição para o resultado positivo do mês.

As exportações do setor totalizaram US$ 585,1 milhões, crescimento de 62,2% em valor na comparação anual. Em volume, os embarques alcançaram 1,37 milhão de toneladas, alta de 48,8%.

A soja em grão liderou os embarques, movimentando US$ 383,4 milhões e 888,9 mil toneladas exportadas. Os números representam avanços de 78,5% em valor e 64,7% em volume frente a maio do ano passado.

O farelo de soja também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 37,4% em receita e 26% em volume. Os principais destinos do produto foram Coreia do Sul, Eslovênia, Tailândia, França, Espanha e Vietnã.

Já as exportações de óleo de soja bruto avançaram 41,5%, impulsionadas principalmente pela demanda da Índia.

Carnes ganham força no mercado internacional

O setor de proteínas animais também contribuiu para o avanço das exportações gaúchas.

As vendas externas de carne de frango in natura cresceram 35,3% em valor e 24% em volume. O resultado reflete a recuperação do setor após as restrições enfrentadas em maio de 2025, quando um foco de influenza aviária em uma granja comercial do Estado provocou embargos temporários por parte de importantes mercados importadores.

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Com a retomada dos fluxos comerciais e o fortalecimento da demanda global, o segmento voltou a registrar crescimento consistente.

A carne bovina in natura também apresentou desempenho positivo. As exportações avançaram 27,5% em valor e 5,7% em volume, impulsionadas pelo aumento das compras de mercados como China, Rússia, Singapura, Chile e Palestina.

Segundo a Farsul, o crescimento da receita em ritmo superior ao volume indica melhora nos preços médios e maior valor agregado dos embarques.

China amplia protagonismo nas compras do agro gaúcho

A China manteve a liderança entre os principais compradores dos produtos agropecuários do Rio Grande do Sul.

Em maio, o país asiático importou US$ 412,6 milhões em produtos do agronegócio gaúcho, respondendo por 31% das exportações do setor. O crescimento foi impulsionado principalmente pela maior demanda por soja e outros grãos.

O relatório destaca uma importante reaproximação comercial com o mercado chinês, que voltou a ganhar relevância na pauta exportadora estadual.

Apesar do cenário positivo, a Farsul alerta para possíveis impactos da nova salvaguarda adotada pela China em 2026 para a carne bovina. A medida estabelece tarifas adicionais para volumes que ultrapassarem a cota anual definida pelo país, o que pode limitar parte das exportações brasileiras nos próximos meses.

Exportações para os Estados Unidos registram forte queda

Enquanto a China ampliou suas compras, os Estados Unidos seguiram caminho oposto.

As exportações do agronegócio gaúcho para o mercado norte-americano somaram apenas US$ 36,7 milhões em maio, queda de 61,3% em relação ao mesmo período de 2025. Em volume, a retração foi ainda mais intensa, alcançando 65,4%.

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As principais perdas ocorreram em produtos como fumo não manufaturado, celulose, madeira serrada, carne bovina, móveis e calçados de couro.

Embora alguns segmentos tenham apresentado crescimento, como arroz, carne bovina industrializada, sebo bovino, papel e café solúvel, os ganhos não foram suficientes para compensar a retração observada em outros produtos.

Ásia e Europa ampliam participação nas exportações

A análise regional evidencia uma mudança importante na composição dos mercados compradores do agronegócio gaúcho.

As exportações destinadas à Ásia, excluindo o Oriente Médio, cresceram 63% e atingiram US$ 712,9 milhões em maio. Já a Europa ampliou suas compras em 52%, alcançando US$ 307,9 milhões.

Na contramão, as vendas para a América do Norte recuaram 55%, passando de US$ 112,2 milhões para US$ 51 milhões.

O movimento reforça a crescente diversificação dos mercados atendidos pelo agronegócio gaúcho e reduz a dependência de destinos tradicionais.

Exportações acumulam alta de 9,3% em 2026

No acumulado de janeiro a maio, as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 5,60 bilhões, crescimento de 9,3% em relação aos US$ 5,13 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Em volume, os embarques alcançaram 8,97 milhões de toneladas, avanço de 11,6%.

Além da liderança da China, ganharam participação países como Filipinas, Egito, Turquia, Índia e Países Baixos. Por outro lado, Estados Unidos, Vietnã e Indonésia perderam espaço na pauta exportadora estadual.

Segundo a avaliação da Farsul, o desempenho confirma uma estrutura exportadora mais robusta e diversificada, sustentada por cadeias estratégicas como soja, milho, arroz, proteínas animais, celulose e óleos vegetais.

A entidade destaca que o agronegócio gaúcho está menos dependente de poucos mercados compradores e mais preparado para aproveitar oportunidades em diferentes regiões do mundo, fortalecendo sua competitividade e capacidade de geração de divisas para o Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Trigo enfrenta pressão da ampla oferta global, enquanto mercado brasileiro segue lento e dependente de estoques

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O mercado internacional de trigo continua operando sob forte influência da ampla disponibilidade global do cereal, cenário que tem limitado avanços mais consistentes nos preços e mantido os compradores em posição confortável. Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro segue com negociações pontuais e ritmo lento, especialmente na Região Sul, onde moinhos monitoram estoques, importações e o comportamento da demanda por farinha.

Segundo análise da TF Agroeconômica, os investidores acompanham atentamente o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que poderá trazer novos ajustes para a produção global de grãos e influenciar a direção das cotações nas próximas semanas.

Oferta mundial elevada pressiona o mercado de trigo

No cenário internacional, as condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte reforçam as perspectivas de uma safra robusta em 2026.

Na Europa, o trigo francês segue competitivo no mercado externo, mas encontra dificuldades para ampliar suas exportações diante da forte concorrência global. Avaliações de campo realizadas por consultorias privadas na França apresentam resultados variados, enquanto na Romênia as primeiras análises apontam para uma produção promissora.

Na América do Sul, a Argentina também contribui para o quadro de maior oferta. A Bolsa de Cereais de Rosário elevou sua estimativa para a próxima safra argentina de trigo para 20 milhões de toneladas, fortalecendo as expectativas de maior disponibilidade regional.

Esse conjunto de fatores mantém pressão sobre os preços internacionais e reduz o espaço para movimentos mais expressivos de valorização no curto prazo.

Soja e milho também acompanham cenário de oferta confortável

Além do trigo, os mercados de soja e milho iniciaram a sessão com oscilações moderadas.

Na soja, os contratos negociados em Chicago operam próximos da estabilidade, influenciados pelo clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos, pela ausência de novas compras chinesas e pelo aumento das expectativas para a produção argentina. A Bolsa de Rosário elevou a projeção da safra 2025/26 da Argentina para 51,5 milhões de toneladas.

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Outro fator observado pelos participantes do mercado é a queda dos custos de produção. O preço da ureia granulada em Nova Orleans acumula recuo de aproximadamente 36% desde abril, contribuindo para reduzir as despesas dos produtores.

No milho, o viés sazonal de baixa permanece predominante. O bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas limita a formação de prêmios climáticos, enquanto fundos de investimento reduziram posições compradas nas últimas semanas. Apesar disso, a demanda global segue sustentando os fluxos comerciais e evitando quedas mais acentuadas.

Mercado brasileiro de trigo avança lentamente

No Brasil, o mercado de trigo segue marcado por negociações pontuais e baixa liquidez, especialmente nos estados do Sul.

No Rio Grande do Sul, houve pequena evolução nas indicações de preços, impulsionada pela valorização do trigo argentino colocado em Canoas, que alcançou US$ 300 por tonelada. Com isso, as indicações para o cereal gaúcho avançaram para R$ 1.350 por tonelada FOB para embarques entre junho e julho, R$ 1.370 para julho e agosto e R$ 1.400 para agosto.

No mercado CIF, o trigo de melhor qualidade foi negociado entre R$ 1.480 e R$ 1.500 por tonelada, enquanto lotes com qualidade inferior ficaram entre R$ 1.400 e R$ 1.420.

Apesar da leve recuperação dos preços, a demanda por farinha continua enfraquecida, dificultando reajustes mais expressivos por parte dos moinhos. A disponibilidade atual no estado é estimada em cerca de 190 mil toneladas, volume considerado insuficiente para atender plenamente o mercado até a chegada da nova safra, prevista para novembro.

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Santa Catarina mantém negócios pontuais

Em Santa Catarina, o mercado permaneceu praticamente estável ao longo da semana. Os negócios continuam ocorrendo de forma pontual, voltados principalmente para atender necessidades imediatas da indústria.

Com poucas alterações nos preços das demais regiões produtoras, o custo do frete passou a ser o principal fator de diferenciação entre as ofertas. As indicações para o trigo catarinense ficaram entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB.

Paraná sente impacto das importações

No Paraná, o mercado também apresenta baixa movimentação. A chegada de trigo importado, o abastecimento relativamente confortável dos moinhos e o comportamento ainda fraco da demanda por farinha contribuem para um ambiente de cautela.

As ofertas para trigo no mercado spot permanecem concentradas em compradores com menor nível de estoque, enquanto parte dos agentes já direciona suas atenções para contratos da nova safra.

O trigo branqueador segue sendo negociado próximo de R$ 1.450 por tonelada FOB, enquanto os preços para a safra nova variam entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB.

Expectativa se volta ao USDA

Com os fundamentos globais apontando para uma oferta confortável de grãos e clima favorável nas principais regiões produtoras, o mercado aguarda agora as atualizações do USDA para avaliar possíveis revisões nos estoques e na produção mundial.

Até que surjam novos fatores climáticos ou mudanças significativas na demanda internacional, a tendência permanece de cautela, com o trigo pressionado pela elevada disponibilidade global e o mercado brasileiro operando de forma seletiva, sustentado principalmente pelos custos de reposição e pela administração dos estoques internos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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