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Famato reforça diálogo com Governo de MT para garantir segurança jurídica aos produtores rurais
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A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) realizou, nesta terça-feira (16/09), uma reunião com o governador Mauro Mendes para discutir questões relacionadas à emissão de certidões de regularidade das Áreas de Preservação Permanente (APPs) em rios federais — tema que impacta diretamente produtores rurais e o desenvolvimento econômico do estado.
O encontro contou com a participação de representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Corregedoria Geral da Justiça, OAB-MT e do cartório do 1º Ofício de Barra do Garças.
Famato defende equilíbrio entre exigências ambientais e segurança jurídica
A entidade foi representada pelo consultor jurídico Rodrigo Bressane e pelo analista de Assuntos Fundiários Dione Castro. Durante a reunião, a Famato destacou a importância de garantir segurança jurídica nos processos de emissão de certidões, essenciais para a transferência de imóveis rurais e para a continuidade das atividades no campo.
“Qualquer procedimento precisa ser conduzido com equilíbrio, respeitando as normas ambientais, mas também assegurando condições de trabalho e permanência do produtor no campo”, afirmou Bressane.
Diálogo permanente fortalece relação entre produtores e instituições
Para a Famato, reuniões como essa reforçam o papel da entidade como representante legítima das famílias rurais, promovendo soluções conjuntas e fortalecendo a confiança entre órgãos públicos e o setor produtivo. O diálogo contínuo visa garantir estabilidade jurídica, reconhecimento do papel econômico do produtor e segurança para investimentos.
“A Famato atua de forma firme para assegurar respaldo legal aos produtores. Esse encontro com o governador demonstra a importância da união entre instituições, preservando o meio ambiente e fortalecendo o setor produtivo”, complementou Bressane.
Avanço na regularização fundiária e sustentabilidade
Segundo Dione Castro, a reunião é um passo importante para integrar a realidade do produtor rural nas discussões técnicas e institucionais. A entidade busca que os processos de regularização avancem de forma clara, segura e respeitando a legislação, sem prejudicar as famílias que vivem do campo.
“Estamos trabalhando para que a produção rural continue contribuindo com o desenvolvimento de Mato Grosso, conciliando responsabilidade ambiental e crescimento econômico”, destacou Dione.
Famato mantém atuação em prol do agronegócio mato-grossense
A Federação reforça seu compromisso com a preservação ambiental, regularização fundiária e sustentabilidade da produção rural. A atuação da entidade busca garantir que o agronegócio, base da economia estadual, continue gerando oportunidades e desenvolvimento para Mato Grosso.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Pesca industrial em debate no Pará
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (23), em Belém (PA), agenda com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) para discutir propostas voltadas à sustentabilidade e ao fortalecimento da pesca industrial no estado. O encontro também tratou de medidas para ampliar as exportações brasileiras de pescado, abrir novos mercados e apoiar empresas do setor.
Durante a reunião, a direção da FIEPA apresentou propostas de ações para a sustentabilidade da pesca industrial paraense. O ministro destacou que o Pará tem papel estratégico na cadeia nacional e reforçou a necessidade de ampliar as oportunidades para o pescado brasileiro no mercado internacional. “Estamos tratando aqui também das exportações. Isso fica muito claro com a política do Brasil Soberano: o Brasil não pode ficar refém de país nenhum. Por isso nós estamos trabalhando em ampliar nossas exportações e diversificar os caminhos do nosso pescado”, afirmou Edipo.
O ministro também destacou que o Plano Brasil Soberano III inclui a cadeia do pescado e prevê medidas de apoio a empresas exportadoras impactadas pelo cenário econômico internacional. Segundo Edipo, são mais de R$ 18,5 bilhões disponíveis para o público alcançado pela iniciativa. “Quero chamar todas as empresas que foram impactadas a procurar as instituições financeiras e o BNDES para que possam realmente alcançar esse recurso e salvaguardar as empresas exportadoras de pescados”, disse.
Na agenda com o setor produtivo, também foram discutidas estratégias para ampliar a presença do pescado brasileiro no exterior, com destaque para a abertura de mercados na Europa e no Reino Unido e o fortalecimento das relações comerciais com países da América do Sul, como Peru, Colômbia e Argentina. “Temos uma missão e um compromisso de ampliar o consumo de pescado interno, mas também ampliar as nossas exportações”, ressaltou o ministro.
Crédito para pescadores e aquicultores
Outro tema tratado foi o acesso ao crédito por pescadores e aquicultores, por meio do Pronaf Azul, iniciativa que reúne linhas específicas para o público das águas, incluindo Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio. Edipo reforçou a importância de que os projetos sejam acompanhados por profissionais de assistência técnica e extensão rural, para que pescadores e aquicultores possam acessar as melhores condições de financiamento e evitar o endividamento.
O Pará tem uma das maiores concentrações de trabalhadores ligados à atividade pesqueira do país. Dados do Painel Unificado do Registro Geral de Atividade Pesqueira (RPG) apontam mais de 454 mil pescadores registrados no estado, além de 1.352 aquicultores, evidenciando a dimensão social e econômica da cadeia da pesca e da aquicultura paraense.
Apoio às populações das águas
A agenda também abordou medidas de apoio às populações que vivem da pesca diante dos impactos provocados por eventos climáticos e alterações nas condições dos rios. O ministro destacou que o Governo Federal trabalha na construção de políticas para reduzir os danos e garantir segurança alimentar e recursos às comunidades afetadas.
“Os rios não são apenas o local de trabalho, mas também as ruas dessa população. Então a gente precisa garantir que chegue alimento, chegue água potável, mas também que nós possamos construir uma política para salvaguardar e colocar recursos financeiros na mão e no bolso dessa população”, afirmou. Entre as medidas em discussão estão a possibilidade de criação de auxílio extraordinário e a antecipação do seguro-defeso, além da articulação para garantir a distribuição de cestas básicas às populações afetadas.
A agenda em Belém integra a programação do ministro Edipo Araujo no Norte do país. Após os compromissos no Pará, o ministro segue para Manaus (AM), onde cumpre agenda voltada ao fortalecimento das políticas públicas para a pesca e a aquicultura na região.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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