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Farmbox e xFarm Technologies Unem Forças para Liderar a Agricultura Digital na América Latina

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A xFarm Technologies, referência europeia em digitalização agrícola, e a brasileira Checkplant, desenvolvedora do software de gestão Farmbox, anunciaram uma parceria estratégica para impulsionar a inovação na agricultura digital na América Latina. A união visa consolidar a liderança global das empresas em Sistemas de Informação para Gestão de Fazendas, ampliando sua atuação para novas regiões.

A Checkplant/Farmbox já opera no Brasil, Bolívia e Paraguai, atendendo grandes propriedades rurais. Seu portfólio inclui 50% da área total de algodão e 11% da área cultivada com soja no Brasil. Já a xFarm Technologies consolidou-se como líder pan-europeia no fornecimento de soluções digitais para clientes B2B e pequenos produtores, apoiando mais de 500 mil agricultores em uma área global de 8,3 milhões de hectares. Em outubro passado, a empresa captou 36 milhões de euros em uma rodada de investimentos Série C.

Expansão para Novos Mercados

A parceria permitirá que o Farmbox se beneficie das tecnologias avançadas da xFarm, que incluem soluções em agricultura de precisão, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e práticas regenerativas. “Nosso objetivo é nos tornarmos líderes globais em Sistemas de Informação para Gestão de Fazendas. Começamos nossa expansão na Europa e agora avançamos para outros continentes. Escolhemos o Brasil pelo seu papel fundamental na produção agrícola global”, explica Matteo Cunial, CRO da xFarm Technologies.

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Com a integração das plataformas xFarm e Farmbox, a parceria oferecerá ferramentas inovadoras para a tomada de decisões baseadas em dados, permitindo que agricultores monitorem e otimizem suas operações em mais de 12 milhões de hectares globalmente. Enquanto a xFarm possui expertise no suporte a pequenas e médias propriedades e projetos de cadeia de suprimentos, a Checkplant tem forte presença no atendimento a grandes fazendas, com áreas superiores a 1.000 hectares.

Tecnologia e Inovação para o Campo

A aliança também proporcionará aos produtores brasileiros acesso a um portfólio completo de soluções tecnológicas, incluindo sensores IoT para monitoramento de irrigação, armadilhas inteligentes para controle de pragas, estações meteorológicas e análise do solo. Além disso, a conectividade aprimorada com máquinas agrícolas, insights de sensoriamento remoto e avanços na agricultura de precisão serão diferenciais para otimizar a produtividade no campo.

Cunial destaca que a parceria possibilita unir conhecimentos e tecnologias para agregar valor a toda a cadeia produtiva. “Nosso objetivo é trazer a experiência adquirida no mercado europeu e combiná-la com a expertise da Checkplant para oferecer mais eficiência, transparência e novas oportunidades aos agricultores brasileiros, que já são referência em boas práticas agronômicas”, ressalta.

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Para André Cantarelli, CEO da Checkplant, a integração das tecnologias possibilita aos produtores aprimorar a gestão de suas fazendas, reduzir custos e otimizar o uso de insumos, além de fortalecer o acesso a mercados premium e incentivos à sustentabilidade. “Reafirmamos nosso compromisso com a agricultura brasileira e nossos parceiros. Essa operação não é apenas um movimento estratégico, mas um catalisador para o crescimento sustentável do setor. Juntas, nossas soluções permitirão operações agrícolas mais eficientes, promovendo sustentabilidade e crescimento econômico para os agricultores”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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