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Fazenda projeta desaceleração econômica e inflação acima da meta em 2025
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A economia brasileira deve apresentar um crescimento mais moderado em 2025, enquanto a inflação tende a ultrapassar o teto da meta estabelecida pelo governo. A projeção é da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda e consta no Boletim Macrofiscal divulgado nesta quarta-feira (19).
De acordo com o relatório, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano foi mantida em 2,3%, o que indica um crescimento inferior ao registrado em 2024, quando a economia avançou 3,4%. A desaceleração ocorre em meio ao ciclo de alta dos juros básicos da economia, medida adotada para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está fixada em 13,25% ao ano, sendo uma das mais altas do mundo em termos reais.
A expectativa do mercado financeiro é de que o Banco Central eleve a taxa para 14,25% ao ano ainda nesta quarta-feira, em um esforço para reduzir as pressões inflacionárias e conter o ritmo da atividade econômica.
Inflação segue pressionada e pode estourar a meta
Mesmo com a desaceleração da economia e a elevação dos juros, a equipe econômica do governo prevê um novo descumprimento da meta de inflação para 2025. A projeção oficial para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,8% para 4,9%. Se essa estimativa for confirmada, a inflação ficará acima dos 4,83% registrados em 2024.
O sistema de metas de inflação estabelece um objetivo central de 3%, sendo considerado cumprido caso o índice varie entre 1,5% e 4,5%. Desde o início deste ano, o governo adotou um modelo de meta contínua, que considera o descumprimento caso a inflação permaneça fora da faixa de tolerância por seis meses consecutivos.
Se a inflação ultrapassar esse limite, o Banco Central será obrigado a justificar formalmente o ocorrido ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por meio de uma carta pública. A autoridade monetária já prevê que a meta será estourada a partir de junho deste ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro
Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.
Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.
A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.
Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.
O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.
Fonte: Pensar Agro


