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Febre do “morango do amor” nas redes sociais eleva procura em 50% e impulsiona preços em até 35%

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Popularidade nas redes faz morango virar protagonista no mercado

O “morango do amor”, nova sensação nas redes sociais, tem movimentado o mercado da fruta de forma inesperada. O sucesso da sobremesa viral gerou um salto de 50% na procura pelo produto, impactando diretamente os preços e o abastecimento em Mato Grosso do Sul. A informação foi divulgada pela CEASA/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul).

Volume de vendas supera datas comemorativas tradicionais

Somente na manhã desta quinta-feira (24), a Casa do Morango, localizada na CEASA/MS, vendeu cerca de 5 mil caixas da fruta — cada uma contendo quatro bandejas — totalizando 20 mil bandejas comercializadas. O volume supera até mesmo datas tradicionalmente aquecidas, como o Dia das Mães e a Páscoa.

Fernando Higa, gerente da unidade, destaca que a demanda disparou nesta semana. “Já havíamos notado um crescimento na semana passada, mas agora explodiu. Tanto os supermercados quanto os consumidores finais estão vindo diretamente à CEASA atrás do morango”, explicou.

Alta procura pressiona preços no atacado

Com o aumento expressivo na demanda, o preço da caixa com quatro bandejas subiu cerca de 35% em algumas empresas do entreposto. Atualmente, o valor médio gira em torno de R$ 38,00.

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Segundo a CEASA/MS, o encarecimento é reflexo da forte procura nos principais estados produtores — como São Paulo, Sul do Brasil e, principalmente, Minas Gerais — que abastecem o mercado sul-mato-grossense.

“É a clássica lei da oferta e da procura. O produtor percebeu o movimento e reajustou os valores. Quem trabalha com atacado, como nós, acaba tendo que repassar esse custo”, afirma Higa.

CEASA ainda oferece preços competitivos ao consumidor

Apesar do aumento, o gerente garante que comprar diretamente na CEASA/MS ainda representa economia para o consumidor final. A empresa Girelli Comércio de Frutas e Verduras, por exemplo, esgotou seus estoques na quarta-feira (24) e já fez novos pedidos para reposição. A expectativa é de que o abastecimento seja normalizado nos próximos dias.

Sobremesa em alta muda a preferência do público

O sucesso do “morango do amor” também afetou outras sobremesas tradicionais. A vendedora Giselle Tenório brinca com a mudança nas preferências do público: “A culpa é toda do morango do amor. A maçã do amor ficou em segundo plano agora.”

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: probabilidade de 75% de ser o evento climático mais forte registrado desde 1950

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Nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) sobre o El Niño/La Niña indica intensificação até o final de 2026. Conforme dados repercutidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), há probabilidade superior a 90% de ocorrência de um evento climático muito forte durante a primavera e durante o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul. Também há probabilidade de 75% de ser o El Niño mais forte registrado desde 1950. 

A vida dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca e da aquicultura pode ser impactada diretamente pelo El Niño/La Niña. Isso ocorre devido às mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. 

No Norte e no Nordeste a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

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Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)  visando a preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

 

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

Com informações do INMET

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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