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Fed deve manter juros estáveis em meio a incertezas geopolíticas e comerciais

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Taxa de juros deve ser mantida inalterada

O Federal Reserve (Fed) deve anunciar nesta quarta-feira (18) a manutenção da taxa de juros no intervalo atual de 4,25% a 4,50%. A decisão vem em um momento de incertezas econômicas e riscos crescentes de inflação, impulsionados principalmente pela política comercial dos Estados Unidos e pela intensificação da crise no Oriente Médio.

Crise geopolítica e tarifas pressionam cenário econômico

Desde que o ex-presidente Donald Trump reassumiu o cargo em janeiro e reformulou a política comercial americana, impondo novas tarifas sobre produtos importados, a perspectiva econômica dos EUA tornou-se mais incerta. Embora muitas dessas tarifas ainda não tenham sido implementadas, o tema continua sendo uma preocupação relevante para as autoridades do Fed.

A tensão no Oriente Médio também acentuou os riscos, com os preços do petróleo em alta após um ataque de Israel ao Irã e a troca de mísseis entre os dois países. O cenário contribui para um ambiente de pressão inflacionária.

Sinais de desaceleração da economia dos EUA

Indicadores econômicos recentes, como os dados sobre o mercado de trabalho e as vendas no varejo, apontam para uma possível desaceleração do crescimento. O Fed tem adotado uma postura cautelosa, aguardando maior clareza sobre a direção da economia — se haverá aumento da inflação ou retração mais acentuada no crescimento e no emprego.

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Projeções indicam crescimento mais fraco e inflação acima da meta

Segundo pesquisa divulgada nesta semana pela National Association for Business Economics, a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em 2025 caiu para 1,3%, abaixo dos 1,9% previstos em abril. A inflação, por sua vez, deve encerrar o próximo ano em 3,1%, acima da meta oficial de 2%.

A taxa de desemprego, que estava em 4,2% em maio, deve chegar a 4,3% até o fim de 2025 e continuar subindo, alcançando 4,7% no início de 2026.

Mercado aposta em pausa prolongada nos juros

Diante dos riscos à estabilidade de preços e ao pleno emprego — os dois principais mandatos do Fed — e da incerteza em torno das políticas da nova gestão Trump, o mercado espera que o banco central mantenha a atual taxa de juros pelos próximos meses. A previsão é de que não haja cortes antes de setembro, apesar da pressão do presidente americano por uma redução imediata nos custos de empréstimos.

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Vale lembrar que o Fed já cortou os juros três vezes ao longo de 2024.

Fed divulga decisão e novas projeções nesta quarta

A decisão do comitê do Fed será divulgada às 15h (horário de Brasília), seguida por uma coletiva de imprensa com o presidente da instituição, Jerome Powell, às 15h30. Também serão apresentadas as projeções atualizadas sobre a economia e a taxa de juros dos membros do comitê.

Na última rodada de projeções, feita em março, os dirigentes previam dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa básica até o final de 2025 — expectativa que ainda está alinhada com as atuais apostas do mercado.

Economistas veem Fed em compasso de espera

Segundo o economista Dario Perkins, da TS Lombard, a postura do Fed é compreensível diante das incertezas atuais. “A preferência revelada pelo Fed é ficar em espera devido à incerteza de Trump. Eles são sempre um grupo conservador e, com riscos para ambos os lados de seu mandato, a tendência é esperar e ver se os próximos meses resolverão seu dilema”, avaliou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito de ICMS ganha força no agronegócio como alternativa para reforçar o caixa e reduzir custos financeiros

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Em um cenário de crédito rural mais restrito e custos financeiros ainda elevados, produtores e empresas do agronegócio têm buscado novas alternativas para fortalecer o fluxo de caixa e reduzir a dependência de financiamentos bancários. Entre elas, os créditos acumulados de ICMS deixaram de ser apenas uma questão tributária e passaram a ocupar posição estratégica na gestão financeira das propriedades e agroindústrias.

Mesmo após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano em 2026, o custo do dinheiro continua elevado para boa parte do setor produtivo, o que tem levado empresários rurais a revisarem processos internos em busca de recursos já existentes dentro das próprias operações.

Especialistas avaliam que valores acumulados de ICMS, quando corretamente apurados e recuperados, podem representar uma importante fonte de liquidez para financiar investimentos, aquisição de insumos e reorganização financeira das empresas.

Crédito tributário passa a ser visto como ativo financeiro

De acordo com Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária para o agronegócio e CFO da Palin & Martins, o crédito acumulado de ICMS deixou de ser tratado exclusivamente como uma obrigação fiscal e passou a integrar o planejamento financeiro das empresas rurais.

Segundo ele, esses recursos representam capital próprio, sem incidência de custos financeiros, podendo reduzir a necessidade de recorrer a linhas de crédito com juros elevados.

“Muitos produtores ainda buscam financiamento externo sem perceber que possuem recursos acumulados na própria operação. Quando bem administrado, o crédito de ICMS pode fortalecer o caixa e ampliar a capacidade de investimento da empresa”, afirma.

Recuperação de créditos pode ampliar liquidez no campo

Em um setor que depende fortemente de capital de giro para custeio das lavouras, compra de fertilizantes, defensivos, sementes e demais insumos, a recuperação de créditos tributários passou a ser considerada uma ferramenta importante para melhorar a saúde financeira das empresas.

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Segundo o especialista, a utilização desses recursos pode contribuir para investimentos em tecnologia, ampliação da produção, modernização das estruturas e reorganização do fluxo financeiro, reduzindo a necessidade de contratação de crédito bancário.

No entanto, ele ressalta que muitos produtores ainda deixam de aproveitar esse potencial por desconhecimento ou pela falta de organização da documentação necessária para comprovar os créditos.

Organização fiscal é fundamental para transformar crédito em caixa

Embora o direito ao crédito esteja previsto na legislação, sua utilização depende do correto levantamento das informações fiscais e do atendimento às exigências específicas de cada estado.

De acordo com Altair Heitor, a crescente digitalização dos sistemas de fiscalização tornou ainda mais importante a qualidade das informações prestadas pelas empresas, já que os órgãos fazendários utilizam cruzamentos eletrônicos de dados para validar os pedidos de recuperação.

Nesse contexto, falhas na escrituração, inconsistências fiscais ou ausência de documentação podem impedir que créditos legítimos sejam reconhecidos e utilizados pelas empresas.

Planejamento tributário reduz dependência de financiamentos

Outro ponto destacado pelo especialista é que a gestão tributária deve fazer parte do planejamento financeiro permanente das empresas rurais, e não apenas ser acionada em momentos de dificuldade econômica.

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Segundo ele, a organização preventiva amplia a capacidade de tomada de decisão, melhora o controle financeiro e reduz a necessidade de recorrer a soluções mais onerosas em períodos de maior pressão sobre o caixa.

“A gestão tributária precisa ser encarada como parte da estratégia do negócio. Quando bem estruturado, o crédito tributário deixa de representar apenas uma questão fiscal e passa a funcionar como um instrumento de geração de liquidez e fortalecimento financeiro”, destaca.

Eficiência financeira ganha protagonismo no agronegócio

A busca por maior eficiência na gestão financeira acompanha a evolução do agronegócio brasileiro, que nas últimas décadas incorporou avanços em tecnologia, mecanização, genética e gestão da produção.

Agora, especialistas apontam que o planejamento tributário tende a ocupar espaço cada vez mais relevante dentro das estratégias empresariais do setor, contribuindo para aumentar a competitividade, preservar o capital de giro e melhorar a capacidade de investimento das propriedades rurais.

Em um ambiente marcado por custos elevados, mudanças no crédito rural e maior rigor na fiscalização tributária, a recuperação e o aproveitamento adequado dos créditos de ICMS surgem como uma alternativa para fortalecer a sustentabilidade financeira das empresas do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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