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Feira de leite do Paraná dobra expectativas de faturamento

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A Agroleite 2024, realizada pela Cooperativa Castrolanda entre os dias 6 e 9 de agosto em Castro, no Paraná, alcançou um resultado surpreendente, com um volume total de R$ 520 milhões em negócios gerados. Os números, divulgados nesta terça-feira (20.08) pela organização do evento, superaram as expectativas iniciais e destacaram o sucesso da feira, que já se consolidou como uma das mais importantes do setor leiteiro no Brasil.

Inicialmente, a projeção de negócios girava em torno de R$ 200 milhões, seguindo a média dos eventos anteriores. No entanto, Willem Bouwman, presidente da Castrolanda, explicou que este ano a análise foi ampliada para incluir, além das movimentações dos bancos, as transações realizadas pelos expositores.

“Após o término da edição, além das instituições financeiras, conversamos também com os expositores e chegamos a esse número global que ultrapassa os R$ 500 milhões, com a possibilidade ainda de outros contratos serem gerados pós-feira e o valor de negócios crescer ainda mais”, destacou Bouwman.

O sucesso do Agroleite 2024 reflete a importância da feira como um ponto de encontro estratégico para a cadeia do leite. “A cooperativa é agente promotor do Agroleite, mas ele é resultado de uma somatória de esforços em prol da cadeia do leite. Para fazer um evento deste nível, os parceiros são imprescindíveis, e saber que o investimento retorna a eles nos impulsiona a oferecer um evento melhor a cada edição”, afirmou Bouwman.

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Fonte: Pensar Agro

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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