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Femec 2025: Maior Feira Agropecuária de Minas Gerais Promete Superar Recordes
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A Femec 2025, a Feira do Agronegócio Mineiro, está marcada para acontecer entre os dias 31 de março e 4 de abril, no Parque de Exposições Camaru, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Considerada uma das maiores plataformas de negócios agropecuários do Brasil, a feira promete consolidar ainda mais sua importância no cenário nacional. Organizada pelo Sindicato Rural de Uberlândia, com o apoio da CAIXA e do Governo Federal, o evento se caracteriza pelo seu contínuo crescimento e pela forte presença de produtores, empresários e profissionais do setor agropecuário.
Com um histórico de sucesso, a Femec se destaca como uma vitrine para inovações tecnológicas, com exposição de máquinas de última geração, equipamentos, veículos e insumos agrícolas. Em sua edição de 2024, a feira atraiu 150 mil visitantes e movimentou R$ 2,28 bilhões em negócios, o que evidencia sua relevância no agronegócio. Para 2025, as expectativas são ainda mais promissoras, com um aumento no número de expositores e uma programação técnica mais robusta, oferecendo novas oportunidades de capacitação e negócios de alto impacto.
Investimentos em Infraestrutura e Oportunidades para os Produtores
O presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, Thiago Fonseca, destacou o compromisso com a melhoria da infraestrutura do Parque Camaru, que, para a edição de 2025, contará com a pavimentação asfáltica de mais de 11 mil metros quadrados, além de melhorias na acessibilidade e modernização dos espaços. “Estamos trabalhando para oferecer uma experiência ainda mais completa aos expositores e ao público, para que possam ter acesso ao que há de melhor no agronegócio”, afirmou Fonseca. Além disso, ele ressaltou que durante o evento, os expositores praticam preços promocionais, criando uma oportunidade única para os produtores realizarem as melhores compras do ano.
Destaques da Femec 2025: Campos de Sementes, Exposições e Programação Técnica
Uma das grandes atrações da feira será a área destinada a sistemas de produção agrícola, que contará com cerca de 10 mil metros quadrados. Em parceria com 10 empresas, a Femec 2025 apresentará mais de 20 tecnologias de sementes e insumos voltados para o cultivo de soja, milho, trigo, sorgo, algodão e girassol. Os produtores poderão acompanhar de perto o desenvolvimento de diversas culturas, além de comparar diferentes produtos e tecnologias. O plantio nas áreas de demonstração começará em dezembro, para que as plantas cheguem à feira em estágio avançado de desenvolvimento.
Entre os destaques da programação, a Exposição da Raça Gir Leiteiro, de 31 de março a 4 de abril, será um dos grandes atrativos, com criadores de todo o Brasil apresentando a genética de seus animais. O Torneio Leiteiro, que ocorrerá entre 30 de março e 2 de abril, com premiação de R$ 20 mil para os vencedores, deve atrair grande público e gerar grande interesse entre criadores e visitantes. Já os julgamentos dos animais acontecerão nos dias 3 e 4 de abril.
Crescimento Imparável: Impacto Econômico da Femec
Desde a sua primeira edição, em 2012, a Femec tem mostrado um crescimento impressionante. O evento iniciou com apenas 6.800 visitantes e movimentou R$ 70 milhões em negócios. Em 2023, a feira recebeu mais de 100 mil visitantes e gerou R$ 2,4 bilhões em transações. A edição de 2024 superou todas as expectativas, atraindo 150 mil visitantes, 350 expositores e movimentando R$ 2,28 bilhões em negócios. Para 2025, espera-se um novo salto em termos de público e geração de negócios, reafirmando o papel estratégico da Femec no fortalecimento da economia do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês
Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.
A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.
A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.
O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.
Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.
O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.
A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.
Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.
A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.
Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.
Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.
A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.
Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.
A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.
É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.
Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.
A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.
Fonte: Pensar Agro



