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Fenagro 2025 será sede da Seagri e concentrará ações estratégicas para o fortalecimento do agro baiano

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A Fenagro 2025 marcará um novo momento para a agropecuária baiana. Entre os dias 29 de novembro e 7 de dezembro, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) instalará sua sede institucional no Parque de Exposições de Salvador, tornando o evento a nova “casa do agro” no estado.

O espaço funcionará como um grande centro de serviços, conhecimento e inovação, reunindo produtores rurais, pescadores, estudantes, técnicos e visitantes em torno de ações voltadas ao fortalecimento do setor produtivo.

De acordo com o secretário da Agricultura, Pablo Barrozo, a iniciativa inaugura uma nova fase de integração entre o governo e o campo.

“Durante nove dias, levaremos toda a estrutura da Seagri para a Fenagro, com o objetivo de aproximar as políticas públicas do produtor, ampliar oportunidades e garantir que todos encontrem, em um só lugar, informações técnicas e orientações sobre os projetos que impulsionam a produtividade e a competitividade da agropecuária baiana”, destacou o secretário.

Integração regional e cooperação entre estados do agro

A programação incluirá encontros estratégicos com gestores estaduais e a assinatura de dois termos de cooperação entre secretarias de agricultura das regiões MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e SEALBA (Sergipe, Alagoas e Bahia).

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Esses acordos têm como foco integrar políticas públicas, fortalecer investimentos conjuntos e consolidar o Nordeste e o Norte como referências nacionais em inovação, produtividade e sustentabilidade no agronegócio.

Capacitações e debates sobre cadeias produtivas estratégicas

Entre os dias 1º e 5 de dezembro, a Fenagro contará com dois auditórios simultâneos dedicados a palestras e capacitações conduzidas por técnicos da Seagri, da Embrapa e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Um dos pontos altos será a realização das reuniões das Câmaras Setoriais do Sisal, Cacau, Dendê e Citrus, que discutirão desafios e oportunidades das principais cadeias produtivas da Bahia, fundamentais para o crescimento econômico e a geração de renda no campo.

Atendimento técnico e serviços do Cetab durante o evento

A Seagri também contará com um estande institucional para atendimento ao público, com orientações técnicas, demonstrações tecnológicas e análises laboratoriais realizadas pelo Centro Tecnológico Agropecuário da Bahia (Cetab).

Durante o evento, os visitantes poderão acompanhar exames de solo, mel e água para irrigação, além de participar do tradicional Concurso do Mel, uma das atrações mais aguardadas da feira.

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Fenagro 2025 deve movimentar mais de R$ 120 milhões em negócios

Reconhecida como a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste, a Fenagro se firma como uma vitrine tecnológica e econômica do agronegócio brasileiro. Para 2025, a expectativa é movimentar mais de R$ 120 milhões em negócios diretos, envolvendo máquinas, insumos, animais e contratos comerciais.

Os leilões previstos devem ultrapassar R$ 8 milhões, impulsionando o melhoramento genético do rebanho e fomentando novas parcerias comerciais.

Fabricantes e revendedores de máquinas agrícolas também apresentarão suas novas tecnologias com condições especiais de negociação, reforçando o papel da feira como motor de modernização do campo.

Experiências, cultura e turismo rural completam a programação

Além das atividades técnicas, a Fenagro 2025 contará com exposições, competições, atrações culturais, gastronomia regional, atividades infantis e experiências de turismo rural.

Essas ações reforçam a missão do evento de conectar o campo à cidade, promovendo o intercâmbio entre o público urbano e o universo agro, e destacando a força econômica e social do agronegócio baiano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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