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Fertilizantes sob pressão: maior oferta global e cautela dos compradores derrubam preços no mercado

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O mercado de fertilizantes terminou a semana em queda, refletindo um cenário de maior disponibilidade global de nutrientes e uma postura mais cautelosa por parte dos compradores. De acordo com análises da StoneX, o movimento baixista atingiu os principais grupos — nitrogenados, fosfatados e potássicos — ainda que com intensidades diferentes entre eles.

Nitrogenados: oferta global maior amplia pressão sobre cotações

Entre os nitrogenados, o recuo dos preços foi impulsionado pelo aumento da percepção de oferta no mercado internacional. A retomada das exportações do Irã, a flexibilização de preços na China e a normalização gradual da logística no Oriente Médio contribuíram para reforçar esse cenário de maior disponibilidade.

Esse conjunto de fatores intensificou a pressão sobre as cotações globais. No entanto, no mercado brasileiro, já se observa uma leve retomada da demanda, o que pode funcionar como fator de contenção para quedas mais acentuadas no curto prazo.

Fosfatados: compradores aguardam novas referências de preços

No segmento dos fosfatados, o comportamento predominante foi de espera por parte dos compradores, que seguem apostando em possíveis reduções adicionais de preços. Ainda assim, os custos elevados de produção e as limitações na oferta impediram movimentos mais expressivos de queda.

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O mercado permanece em equilíbrio instável, com a cautela da demanda de um lado e fatores de sustentação de preços do outro, o que reduz o espaço para desvalorizações mais fortes no curto prazo.

Potássicos: demanda fraca mantém pressão, mas sem volatilidade

Os fertilizantes potássicos seguiram pressionados pela demanda mais fraca em importantes mercados consumidores, como Brasil e China. Apesar disso, a relação entre oferta e procura manteve certo equilíbrio, evitando oscilações mais intensas nas cotações.

O ambiente de negociação segue marcado por seletividade nas compras e pela expectativa de novas referências de preços no mercado internacional.

Cenário geral segue baixista, mas sem quedas abruptas

No consolidado, a semana foi marcada por viés baixista no mercado de fertilizantes. O aumento da oferta nos nitrogenados, a postura defensiva nos fosfatados e a demanda enfraquecida nos potássicos formaram um conjunto de fatores pressionando as cotações.

Ainda assim, limitações pontuais de oferta e ajustes logísticos continuam atuando como elementos de suporte, impedindo movimentos mais bruscos de queda e mantendo o mercado em um ambiente de volatilidade moderada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós

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Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.

É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.

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Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

Vilma Clea Oliveira da Silva
Vilma Clea Oliveira da Silva

Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.

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Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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