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Firjan alerta: Brasil precisa acelerar produção de combustível sustentável para aviação e cumprir meta climática até 2037

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Um novo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) revela que o Brasil precisará produzir ao menos 1,1 bilhão de litros de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) até 2037 para alcançar a meta nacional de redução de 10% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em voos domésticos.

Apesar do potencial do país no setor de biocombustíveis, a produção de SAF ainda não está instalada, e os avanços atuais ainda se concentram em projetos em fase de estudo.

Metas ambiciosas e ausência de capacidade produtiva

O SAF é considerado essencial para a descarbonização da aviação, especialmente em rotas de longa distância onde a eletrificação não é viável. Mesmo com essa importância crescente, o Brasil ainda não possui plantas em operação para produção do biocombustível. Atualmente, seis projetos estão em desenvolvimento, sendo a maioria ainda em fase inicial.

Segundo Karine Fragoso, gerente de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, é necessário acelerar a articulação entre governo e iniciativa privada:

“O Brasil é líder em biocombustíveis e tem abundância em matéria-prima renovável. Precisamos avançar de forma coordenada para superar gargalos e atender à legislação vigente.”

Ela se refere à Lei nº 14.993/24, que criou o programa Combustível do Futuro e estabelece metas escalonadas de corte de emissões até 2037.

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Escalonamento das metas: início em 2027

A projeção da Firjan, baseada em dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), prevê o início da adoção obrigatória de SAF em 2027, com a seguinte progressão:

  • 2027: Redução de 1% nas emissões – demanda de 83 milhões de litros
  • 2028: Redução de 2% – demanda de 153 milhões de litros
  • 2037: Meta de 10% de redução acumulada

Para alcançar esse objetivo, o país precisa transformar seu potencial em capacidade industrial real, o que exige investimentos em tecnologia, infraestrutura e regulamentação.

Potencial brasileiro em SAF e matérias-primas renováveis

O Brasil já é uma referência mundial na produção de biocombustíveis, com ampla disponibilidade de insumos como óleo de soja, sebo bovino e etanol. De acordo com Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan:

“O Brasil tem grande potencial para liderar o mercado de SAF e contribuir para uma economia global de baixo carbono.”

Principais projetos em andamento

Entre os seis projetos mapeados pela Firjan, destacam-se:

Rio de Janeiro:

  • Complexo de Energias Boaventura (Itaboraí) – projeto da Petrobras
  • Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) – testes com coprocessamento de querosene renovável
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Outras regiões:

  • Zona Franca de Manaus (AM)
  • Refinaria de Mataripe (BA)
  • Cubatão (SP)
  • Paulínia (SP)

Um dos destaques é o projeto da Brasil BioFuels, com uma biorrefinaria capaz de produzir 500 milhões de litros por ano de SAF e diesel verde. Já a Acelen Renováveis aposta na macaúba, palmeira nativa do Brasil, como alternativa sustentável ao óleo de soja.

Primeiro passo: importação simbólica

Em 2025, o Brasil deu o primeiro passo concreto na área com a importação de SAF para abastecer voos no Aeroporto do Galeão (RJ). A ação, embora simbólica, indica o crescimento do interesse de empresas aéreas e aeroportos e reforça o potencial logístico do estado do Rio como polo da transição energética na aviação.

Rumo à COP30 e à neutralidade de carbono

A aviação é responsável por cerca de 2% das emissões globais de CO₂, e a transição para SAF será fundamental para o setor cumprir o compromisso de neutralidade de carbono até 2050. Com a COP30 prevista para 2025 em Belém (PA), o debate sobre descarbonização dos transportes deve ganhar ainda mais espaço no cenário nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos em 2026 exige planejamento e controle sanitário para elevar eficiência na pecuária de corte

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O início do confinamento de bovinos em 2026 marca uma das etapas mais estratégicas da pecuária de corte no Brasil, exigindo alto nível de planejamento nutricional, sanitário e de manejo. O momento é considerado decisivo para o desempenho dos animais e para a eficiência produtiva ao longo do ciclo.

O Brasil, que abriga um dos maiores rebanhos bovinos do mundo com 238,2 milhões de cabeças, segue ampliando o uso de sistemas intensivos como o confinamento, que ganha relevância dentro da cadeia produtiva da carne.

Exportações aquecidas reforçam pressão por eficiência na pecuária

O desempenho do mercado externo também contribui para intensificar a busca por eficiência. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina somaram 801,9 mil toneladas, com receita de US$ 4,33 bilhões.

O resultado representa crescimento de 18,4% no volume e alta de 34,3% na receita em relação ao mesmo período de 2025, confirmando a forte demanda global e a necessidade de ganho de produtividade no campo.

Confinamento cresce e se consolida como sistema estratégico

A adoção do confinamento tem avançado de forma consistente no país. Em 2025, a engorda intensiva alcançou 9,25 milhões de cabeças, alta de 16% em relação ao ano anterior, distribuída em 2.445 propriedades em 1.095 municípios brasileiros.

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O sistema permite maior previsibilidade de produção, padronização de lotes e redução do tempo até o abate, além de contribuir para melhor gestão das pastagens e maior eficiência no uso de recursos.

Sanidade e nutrição são decisivas na entrada do confinamento

Especialistas do setor destacam que o início do confinamento é um período crítico, no qual o planejamento sanitário e nutricional impacta diretamente os resultados produtivos.

Entre os principais pontos de atenção está o controle de parasitas. Animais com alta carga parasitária apresentam menor ganho de peso, pior conversão alimentar e maior vulnerabilidade a doenças, comprometendo o desempenho já nas primeiras semanas de confinamento.

A vermifugação na entrada do sistema é considerada uma prática essencial para garantir melhor aproveitamento da dieta e maior eficiência produtiva.

Tecnologia e protocolos sanitários elevam desempenho do rebanho

Segundo especialistas do setor, a adoção de protocolos bem estruturados e tecnologias de suporte à produção tem impacto direto na rentabilidade da atividade.

O Gerente de Produto da Linha de Terminação da Zoetis, Daniel Miranda, destaca que o planejamento é determinante para o sucesso do confinamento. Segundo ele, a combinação entre manejo adequado, sanidade e tecnologia garante maior previsibilidade e eficiência operacional.

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A empresa reforça ainda o papel de soluções como endectocidas e vacinas de proteção prolongada, que auxiliam no controle de parasitas e na prevenção de doenças respiratórias, contribuindo para o melhor desempenho dos animais durante o ciclo intensivo.

Pecuária brasileira avança em eficiência e sustentabilidade

O avanço do confinamento reflete a evolução da pecuária brasileira em direção a sistemas mais tecnificados e produtivos. A intensificação da produção busca atender à crescente demanda global por carne bovina, ao mesmo tempo em que otimiza recursos e melhora indicadores zootécnicos.

Com o mercado externo aquecido e margens cada vez mais dependentes da eficiência, o planejamento na entrada do confinamento se consolida como fator decisivo para a competitividade da pecuária de corte em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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