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Floração precoce do pêssego preocupa produtores gaúchos por risco de geadas
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Avanço da floração nas cultivares precoces gera alerta
O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (10) pela Emater/RS-Ascar destaca que os produtores de pêssego na região de Caxias do Sul estão atentos ao avanço da floração em variedades precoces, como PS do Cedo, Rubinel e Kampai. Nesses pomares, já foram realizadas práticas importantes, como a poda seca e o arqueamento das pernadas em plantas jovens, visando o manejo adequado para a safra.
Risco de geadas pode causar perdas significativas
Segundo o boletim da Emater, a floração antecipada em cultivares precoces e intermediárias traz preocupação aos agricultores. A possibilidade de geadas severas pode comprometer a produção, provocando queima das flores ou dos frutos em estágio inicial de desenvolvimento. Este cenário preocupa especialmente pela vulnerabilidade das plantas neste momento delicado.
Variedades de ciclo médio e tardio ainda em dormência
Enquanto isso, as cultivares de ciclo médio e tardio permanecem em dormência, beneficiadas pelas baixas temperaturas recentes. Esse período seco e com sol contribuiu para que os produtores avançassem nos tratos culturais. Entre as práticas realizadas estão a intensificação da poda de frutificação e a aplicação de tratamentos de inverno, como a calda sulfocálcica, que ajudam a preparar os pomares para a safra.
Região de Pelotas mantém plantas em dormência e prepara novos plantios
Na região de Pelotas, o clima frio também mantém as plantas em estado de dormência, o que é positivo para o controle de pragas e doenças. Os produtores seguem com manejos culturais essenciais e a preparação dos pomares para a próxima safra. Além disso, já está em andamento o plantio de cultivares tardias, como a Eldorado, alinhado à demanda do mercado.
Resumo
A Emater/RS-Ascar reforça que o acompanhamento climático é fundamental para o sucesso da safra de pêssego no Rio Grande do Sul. O avanço da floração em cultivares precoces traz riscos diante das condições de frio, mas as ações preventivas e o manejo adequado são essenciais para minimizar prejuízos e garantir a qualidade da produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento
O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).
A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.
Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.
A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.
O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.
As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.
Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.
Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.
Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.
Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.
Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.
O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.
Fonte: Pensar Agro



