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Floradas favorecem avanço da safra de mel e mantêm boa produtividade no Rio Grande do Sul

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Condições favoráveis impulsionam a produção de mel no RS

O mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado mostra que a safra de mel segue em ritmo positivo no Rio Grande do Sul, impulsionada pelas boas floradas de soja, nabo, eucalipto, inhapindá e outras espécies. As condições atuais têm favorecido a movimentação nas colmeias e garantido boas perspectivas para os apicultores.

Segundo o boletim, a intensa atividade das abelhas é um indicativo de que a temporada deve manter resultados satisfatórios. A produtividade está considerada boa na maior parte das regiões, refletindo o equilíbrio entre clima, floradas e manejo adequado.

Regiões com floradas reduzidas exigem atenção

Apesar do cenário otimista, a Emater/RS-Ascar relatou casos pontuais de redução nas floradas em determinadas áreas do estado. Essa variação pode impactar parte da produção e requer monitoramento constante para avaliar eventuais reflexos na produtividade das colmeias.

O órgão técnico recomenda acompanhamento contínuo por parte dos apicultores, garantindo a adoção de medidas preventivas e ajustes de manejo quando necessário.

Manejo focado no fortalecimento das colmeias

O informativo também detalha que os apicultores estão concentrando esforços no fortalecimento das colmeias, estimulando a postura da rainha e o controle da enxameação. As ações incluem manutenção das caixas, ajustes no espaço interno, divisão de enxames, revisões periódicas e organização da colheita.

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Essas práticas contribuem para manter colmeias equilibradas e produtivas, reduzindo perdas e otimizando o aproveitamento das floradas disponíveis, além de garantir a qualidade do mel produzido no estado.

Perspectivas positivas para a safra

Com o clima favorável e floradas abundantes em grande parte do território gaúcho, a safra de mel 2026 tende a manter resultados consistentes, segundo a Emater/RS-Ascar. O bom desempenho reforça a importância do setor apícola na economia rural do Rio Grande do Sul, que segue se destacando pela qualidade e volume da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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