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FMC reforça compromisso com a sustentabilidade no Brasil em 2024
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Lançamento do Relatório de Sustentabilidade 2024
A FMC, empresa global de ciências para a agricultura, divulgou seu Relatório de Sustentabilidade 2024, destacando as ações desenvolvidas no Brasil. O documento reafirma o compromisso da companhia com a inovação responsável e soluções integradas que promovem sustentabilidade e produtividade para os produtores rurais.
Expansão em biossoluções e parcerias locais
Com mais de dez anos investindo em práticas sustentáveis, a FMC intensificou sua atuação no Brasil em 2024, ampliando sua estrutura dedicada às soluções biológicas. O portfólio inclui bioestimulantes, bionematicidas e produtos à base de microrganismos e algas marinhas.
A empresa também fortaleceu sua presença no segmento de biocontrole por meio de parcerias estratégicas com companhias locais, como a Ballagro Agro Tecnologia, ampliando o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a agricultura sustentável.
Avanços na agricultura digital com plataforma Arc™
A FMC destaca o uso da plataforma Arc™ farm intelligence, que tem revolucionado o monitoramento de pragas e doenças em lavouras brasileiras. Equipamentos conectados, como sensores e armadilhas digitais, permitem detectar focos com precisão e possibilitam intervenções no momento ideal, reduzindo o uso de defensivos e otimizando recursos.
Atualmente, a tecnologia cobre milhões de hectares em culturas como algodão, soja e milho.
Inovação na aplicação com o sistema BoxCalda
Em 2024, a FMC ampliou o uso do BoxCalda, sistema brasileiro que automatiza a preparação de caldas para pulverização. Voltado para pequenos e médios produtores, o equipamento aumenta a segurança do operador, garante precisão e promove economia de água, combustível e tempo.
Após sucesso no algodão, o BoxCalda foi adotado também nas lavouras de soja, contribuindo para a segurança e a produtividade do campo.
Academia de Ciência e capacitação no campo
No Centro de Inovação em Paulínia (SP), a Academia de Ciência da FMC realizou treinamentos práticos focados em manejo integrado de pragas, resistência e boas práticas agrícolas. Mais de 1.000 participantes estiveram nas atividades em 2024, que aproximam a ciência da realidade do agricultor brasileiro.
Engajamento social em Uberaba (MG)
Na cidade de Uberaba, onde fica a fábrica da FMC, os funcionários lideraram iniciativas para ampliar o acesso a alimentos nutritivos na comunidade local. A empresa realizou doações de equipamentos de cozinha, alimentos e apoiou campanhas para hospitais da região.
Essas ações refletem o crescimento do Índice de Engajamento Comunitário da FMC, que atingiu 81% globalmente em 2024, com meta de 100% até 2025.
Compromisso com sustentabilidade e futuro
Maria de Lourdes Fustaino, diretora de Sustentabilidade da FMC para a América Latina, reforça:
“Guiada por um propósito claro e uma visão de futuro responsável, a FMC avança com consistência em seu plano estratégico, fortalecendo a sustentabilidade e a inovação como pilares centrais. Acreditamos que sustentabilidade é mais que compromisso — é diferencial competitivo e responsabilidade coletiva. No Brasil, promovemos soluções que geram valor para o agricultor, fortalecem comunidades e preservam o planeta, tornando-nos mais eficientes e preparados para os desafios futuros.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas
A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.
Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.
“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.
“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.
Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.
A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.
O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.
A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.
O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.
As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.
A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.
O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.
Fonte: Pensar Agro



