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Fórum Nacional da Soja revelará campeões da produtividade e trará reflexões sobre os rumos da sojicultura no Brasil

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Um marco para o setor agrícola nacional

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja, promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), será realizado em 26 de junho, às 8h30, nos estúdios do Canal Rural, em São Paulo. Reconhecido como um dos principais eventos do calendário agrícola brasileiro, o Fórum apresentará os campeões regionais e nacional do Desafio CESB de Máxima Produtividade da Soja, nas categorias sequeiro e irrigado.

Segundo Daniel Glat, presidente do CESB, o Fórum é mais que uma premiação — trata-se de uma plataforma de valorização de boas práticas agrícolas, que impulsionam a eficiência, a sustentabilidade e a evolução tecnológica da sojicultura brasileira.

Um espaço para inspiração e atualização técnica

O evento reunirá pesquisadores, produtores, consultores, empresas do setor e imprensa especializada, criando um ambiente de troca de experiências, reflexão sobre os desafios produtivos e disseminação de conhecimento técnico de excelência.

Durante o Fórum, serão apresentados cases de sucesso com dados inéditos da safra 2024/25, além de tendências emergentes e recomendações agronômicas validadas em campo. “O Fórum oferece informações valiosas para o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade”, afirma Glat.

Superação de barreiras com responsabilidade

Para Sergio Abud, vice-presidente do CESB, o evento vai além do reconhecimento aos produtores. “É uma vitrine das boas práticas que moldam o futuro da sojicultura no Brasil”, ressalta. Segundo ele, a combinação entre ciência, manejo de precisão, genética, sementes de qualidade e práticas sustentáveis é o caminho para romper limites de produtividade com responsabilidade econômica e ambiental.

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“O Fórum contribui para a construção de sistemas produtivos cada vez mais eficientes, rentáveis e resilientes”, destaca Abud.

Os campeões do Desafio CESB 2024/25

O ponto alto do evento será a divulgação dos vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja. A competição reconhece os melhores produtores e consultores do Brasil, divididos em duas categorias:

  • Sequeiro: apresenta campeões das cinco regiões (Centro-Oeste, Sul, Sudeste, Norte e Nordeste), que concorrem ao título de campeão nacional;
  • Irrigado: categoria com anúncio direto do campeão nacional.

Os dados de produtividade dos vencedores serão revelados por meio de apresentações dos Cases Campeões da Safra 24/25, com participação de especialistas do CESB.

Sustentabilidade e checagem ecoambiental

De acordo com Luiz Silva, diretor executivo do CESB, todos os campeões passam por um rigoroso processo de checagem ecoambiental, que considera práticas ESG relacionadas à preservação ambiental, responsabilidade social e transparência.

Um dos destaques é a análise de ecoeficiência, baseada em padrões internacionais. Esse processo combina dados sobre o ciclo de vida e custos da produção — desde o plantio até a colheita — e inclui insumos, combustíveis e uso de água.

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Os dados são coletados diretamente com os produtores, e cada campeão é comparado com a média regional. “Os resultados mostram que os campeões superam as médias em ecoeficiência, evidenciando o impacto positivo das boas práticas agrícolas”, ressalta Silva.

Confidencialidade e compromisso com a inovação

Todas as informações coletadas pelo CESB durante o Desafio serão tratadas com sigilo e em conformidade com as legislações de proteção de dados, sem divulgação de informações específicas sobre as propriedades participantes.

O Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja consolida-se como um termômetro da inovação no agronegócio brasileiro, destacando a capacidade dos produtores em unir tecnologia, eficiência produtiva e responsabilidade socioambiental.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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