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FPA debate regularização de imóveis em faixa de fronteira e mantém posição contrária à MP Taxa Tudo
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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se reuniu nesta terça-feira (7) para debater a regularização de imóveis rurais localizados em faixa de fronteira, com base no projeto do deputado Tião Medeiros (PP-PR). O texto, que tramita na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, tem relatoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA no Senado.
O objetivo é unificar e simplificar os procedimentos de ratificação de registros imobiliários, transferindo aos cartórios e ao Poder Público a análise da documentação, enquanto o produtor fica responsável apenas por protocolar o requerimento e apresentar o CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural).
Desburocratização e ampliação de prazos
A proposta também:
- Estabelece prazo de 15 anos para solicitação da averbação da ratificação;
- Determina que imóveis acima de 2.500 hectares dependam de manifestação do Congresso Nacional, sendo considerada tácita após dois anos sem deliberação;
- Adia a obrigatoriedade do georreferenciamento para 31 de dezembro de 2028, com exceções para casos de sucessão, divórcios, partilhas, garantias reais e atualizações cadastrais.
Segundo Tereza Cristina, a medida traz mais segurança jurídica aos produtores, evitando prorrogações frequentes:
“Minha vontade é resolver esse problema secular, garantindo que o Parlamento não precise renovar prazos constantemente.”
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), alertou que o prazo atual para georreferenciamento vence em 20 de novembro, abrangendo imóveis em faixa de fronteira de todo o país, do Rio Grande do Sul ao Amapá. Ele reforçou que a simplificação e ampliação de prazos é essencial para a regularização fundiária.
FPA mantém posição contrária à MP 1303/2025 (Taxa Tudo)
Durante a reunião, a FPA também analisou a Medida Provisória 1303/2025, que altera a tributação de aplicações financeiras e ativos virtuais.
Embora o novo texto preserve a carga tributária atual e retire alguns ativos da taxação, parlamentares reforçaram posição contrária à MP:
- O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) destacou que instrumentos tradicionais como CRAs, LCAs, LCIs, Fiagros e debêntures incentivadas foram inicialmente incluídos e só parcialmente preservados;
- O deputado Pedro Lupion afirmou que a versão atual não traz benefícios concretos para o agronegócio;
- O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) ressaltou que qualquer benefício fiscal impacta a sociedade, pois “a população paga a conta”;
- O deputado Evair de Melo (PP-ES) criticou o aumento de nove impostos previstos na MP, considerando o texto irrelevante e prejudicial ao setor.
A análise da medida começou pela manhã e foi suspensa para retomada ainda nesta terça-feira, cabendo agora aos líderes partidários decidirem sobre os procedimentos na Câmara e no Senado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Governo do Brasil amplia a participação social em Santa Catarina
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou na quinta-feira (25) da etapa catarinense da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (4ªCNAP). O evento aconteceu juntamente com a programação da ExpoMar 2026, em Itajaí, reunindo representantes do setor para debater propostas e diretrizes voltadas ao fortalecimento da pesca e da aquicultura em Santa Catarina e no Brasil.
A conferência, organizada pela Associação Catarinense de Aquicultura (ACAQ), Associação dos Pescadores de Arrasto de Praia de Santa Catarina (APAPSC), Federação dos Pescadores do Estado de Santa Catarina (FEPESC) e Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI), sob coordenação da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina (SFPA/SC), firmou-se como um importante espaço de participação, diálogo e construção coletiva para o desenvolvimento do setor.
A SFPA/SC também participou da abertura da ExpoMar 2026. Ao final da programação, foram entregues kits adquiridos por meio do convênio entre o MPA e Anjos do Mar.
A etapa nacional da 4ªCNAP acontecerá de 11 a 13 de novembro de 2026, em Brasília (DF), e tem como tema: “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”. Com a realização das conferências, o Governo do Brasil reafirma o compromisso com a participação social para a melhoria do setor aquícola e pesqueiro.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura


