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FPA impede aumento de impostos e garante proteção ao agronegócio

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FPA garante vitória do agronegócio e barragem de aumento de impostos

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) conseguiu impedir a votação da Medida Provisória (MP) 1303/2025, que previa aumento de impostos sobre operações financeiras ligadas ao agronegócio. A proposta foi retirada da pauta do plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (8), garantindo a blindagem do setor contra novas cobranças tributárias.

Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), não há justificativa para ampliar a carga tributária, especialmente após o Supremo Tribunal Federal (STF) restabelecer o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) anteriormente derrubado pelo Congresso.

“Sempre fomos contrários e seguiremos contra qualquer aumento de impostos para o cidadão. O agro e o Brasil mostraram sua força mais uma vez no caminho por um país mais justo”, afirmou Lupion.

Deputados apontam riscos da MP aos custos de produção

O ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR), alertou que a proposta teria impacto direto sobre os custos de produção e os preços dos alimentos. Segundo ele, o aumento de impostos representaria um retrocesso para o desenvolvimento econômico do país.

“Seria um atraso total para o desenvolvimento do país. Aumentaria os custos de produção e, consequentemente, o valor dos alimentos para a população”, destacou Souza.

Argumento fiscal do governo não se sustentava, diz vice da FPA

O vice-presidente da FPA, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirmou que o argumento do governo de que a MP era necessária para o equilíbrio fiscal não se sustentava, uma vez que o IOF já estava sendo recolhido por decisão do STF.

“O fato é que a MP se inseriu em uma questão política mais ampla dentro do governo, que faz um esforço arrecadatório”, avaliou Jardim.

Senadora Tereza Cristina critica “obsessão arrecadatória” do governo

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também comemorou a derrubada da medida e criticou o que chamou de “obsessão arrecadatória” do governo federal. Para ela, o Executivo deveria focar em cortes de gastos em vez de criar novas cobranças.

“Demos um basta à obsessão arrecadatória de um governo que só pensa em aumentar impostos, sem cortar os próprios gastos. Não vamos permitir que a conta do descontrole fiscal seja paga pelo povo brasileiro”, declarou.

FPA defende o setor e o contribuinte

Desde o início da tramitação, a FPA se posicionou contra a MP 1303/2025, especialmente por prever a tributação das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) — um dos principais instrumentos de financiamento do setor.

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O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), coordenador institucional da FPA, destacou que a proposta penalizava quem já contribui com a arrecadação, enquanto grandes brechas permanecem abertas.

“O governo tenta arrecadar R$ 20 bilhões com essa MP, que tributa investimentos e aumenta impostos sobre quem já paga a conta, mas deixa de arrecadar R$ 100 bilhões em mercados irregulares e sem fiscalização”, criticou Moreira.

Resultado: estabilidade para o agro e alívio ao contribuinte

Com a retirada da MP 1303/2025, o setor agropecuário manteve-se livre de novas cargas tributárias, preservando a competitividade da produção nacional e evitando impactos nos preços dos alimentos. A atuação da FPA foi vista como decisiva para conter o avanço de medidas fiscais consideradas prejudiciais ao campo e à economia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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