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FPA quer mudar a cesta básica e aumentar a oferta de alimentos para a população
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Com a inflação em alta, especialmente nos alimentos, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em conjunto com outras 23 frentes, propôs uma regulamentação da cesta básica como parte da reforma tributária. O objetivo é fornecer uma resposta rápida para controlar os preços dos alimentos, que têm afetado o poder de compra da população e contribuído para uma crise alimentar.
Segundo o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), a bancada pretende trabalhar para zerar a alíquota de qualquer alimento, garantindo que a população tenha condições de adquirir uma variedade de produtos alimentares.
“A solução para aumentar a oferta de alimentos para a população está na mesa, e vamos trabalhar para aprovar junto com o governo, que também busca essa solução”, ressaltou Lupion.
A proposta visa regulamentar a Emenda Constitucional nº 132, de dezembro de 2023, relacionada à cesta básica, e conceder ao Poder Executivo Federal autoridade para reduzir o PIS e a COFINS sobre todos os itens da cesta básica.
Essa medida anteciparia os efeitos da entrada em vigor e do período de transição do IBS e CBS, com o objetivo de mitigar imediatamente o impacto nos preços dos alimentos, abrangendo tanto as cestas básicas federais quanto as estaduais.
A proposta mantém a estrutura básica da cesta atual, com ajustes nas fontes de proteínas de origem animal para garantir a inclusão de todas as fontes alimentares importantes. Além disso, foram consideradas as particularidades de cada região do país, como a inclusão de camarão para o Norte/Nordeste.
Lupion enfatizou que a proposta busca unir preços acessíveis a uma alimentação saudável e completa, representando uma alternativa viável para enfrentar os desafios atuais.
Fonte: Pensar Agro
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Bolsas globais operam sob pressão enquanto Ibovespa tenta recuperação; petróleo, dólar e Fed dominam o mercado
Os mercados financeiros iniciam esta terça-feira (7) em clima de cautela. As bolsas asiáticas encerraram o pregão majoritariamente em queda, enquanto os mercados europeus apresentam desempenho misto e os índices futuros de Wall Street oscilam sem direção única, refletindo a combinação entre incertezas geopolíticas, expectativa pela política monetária do Federal Reserve (Fed) e a movimentação dos preços do petróleo.
No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu em alta, buscando recuperar parte das perdas registradas na sessão anterior, quando o principal índice da B3 recuou 0,93%. O mercado também acompanha a valorização do dólar, os indicadores econômicos domésticos e os desdobramentos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
Bolsas da Ásia encerram sessão em queda
O pregão asiático foi marcado por aversão ao risco. Na China, o índice CSI 300 recuou 1,03%, enquanto o Shanghai Composite (SSEC) caiu 1,26%, pressionados principalmente pelo desempenho das empresas do setor imobiliário e pela cautela dos investidores antes da divulgação de novos sinais sobre a política monetária norte-americana.
No Japão, o Nikkei 225 fechou com queda de 2,12%. A Coreia do Sul registrou uma das maiores perdas do dia, com o Kospi recuando 4,91%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, encerrou em baixa de 0,51%.
Europa e Wall Street acompanham petróleo e cenário geopolítico
Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, enquanto investidores monitoram os desdobramentos das tensões no Oriente Médio e a evolução das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros apresentam comportamento misto, com investidores atentos ao início da temporada de balanços corporativos, aos próximos indicadores econômicos e às perspectivas para os juros americanos. A alta recente das ações de tecnologia continua sustentando parte do mercado norte-americano, embora o ambiente permaneça de elevada volatilidade.
Ibovespa tenta recuperação após queda
No mercado brasileiro, o Ibovespa Futuro iniciou o pregão aos 175.510 pontos, sinalizando recuperação após a realização de lucros observada na sessão anterior.
O dólar comercial opera ao redor de R$ 5,13, enquanto investidores acompanham indicadores domésticos, como a queda do IGP-DI, além das repercussões das medidas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Empresas da B3 movimentam o mercado
Entre os principais destaques corporativos desta terça-feira estão:
- Raízen (RAIZ4) figura entre os destaques positivos do setor de energia.
- Petrobras (PETR3 e PETR4) acompanha a recuperação do petróleo Brent, negociado próximo de US$ 72 por barril, fator que influencia diretamente o desempenho das ações da companhia.
- Vale (VALE3) segue monitorando o comportamento do minério de ferro no mercado internacional, além das repercussões da mudança na presidência do Conselho de Administração da empresa.
- Engie Brasil (EGIE3) protocolou pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para emissão de R$ 700 milhões em debêntures.
- Gafisa (GFSA3) voltou ao radar após a Redwood Administração de Recursos elevar sua participação acionária para 26,3%.
Mercado segue sensível aos próximos indicadores
Os investidores permanecem atentos aos próximos dados econômicos nos Estados Unidos, que poderão influenciar as expectativas para a trajetória dos juros pelo Federal Reserve. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo, o comportamento do dólar, o desempenho das commodities e o fluxo de capital estrangeiro continuam sendo os principais vetores para os mercados globais e para a Bolsa brasileira ao longo desta semana.
O cenário permanece de elevada volatilidade, exigindo atenção redobrada dos investidores diante das mudanças no ambiente econômico internacional e dos reflexos sobre ativos ligados ao agronegócio, mineração, energia e exportações brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


