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Futuro tecnológico da pesca impacta na produção de 1,3 milhão de toneladas de alimentos que vão para a mesa de milhões de brasileiros

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou nesta quinta-feira (28), do lançamento do Open Lab de Biotecnologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, que é voltado para inovação e reaproveitamento do pescado. Em Raposa (MA), localizado a cerca de 30 km da capital, o ministro se reuniu com as comunidades pesqueiras do Porto do Braga.

Na UFMA, o ministro participou de reuniões com o reitor, Fernando Carvalho Silva, e apresentou propostas de parceria com a instituição para o desenvolvimento da pesca e aquicultura no estado. “Tenho um orgulho imenso de estar aqui com vocês, com esse time de excelência, porque nós precisamos das Universidades. A parceria com os institutos e universidades federais são fundamentais. É uma determinação do presidente Lula para valorizarmos, cada vez mais, o saber tradicional junto com a ciência e a tecnologia. Vamos colher bons frutos para que possamos desenvolver um país cada vez mais forte e soberano. A aquicultura não é o futuro, já é o presente”, afirmou o ministro.

Em Raposa, Edipo declarou que “o Maranhão tem vocação para pesca e aquicultura. São mais de 10 mil toneladas de pescado/ano que sai das mãos dos homens e mulheres das águas deste estado, então a gente precisa dar uma atenção muito especial”.

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O ministro ainda destacou a necessidade de unir esforços para que o setor possa crescer. “Para que a gente possa fazer uma pesca e uma aquicultura muito mais fortalecida, precisamos nos unir: é a união do Governo Federal com o Governo Estadual, com o Município – e não só entre os entes federativos, mas também a união com o setor produtivo, com o setor da pesca artesanal, da pesca industrial, com o setor da pesca amadora esportiva, do setor ornamental, da aquicultura, da indústria do pescado”.

O prefeito de Raposa, Eudes Barros, ressaltou a importância das políticas públicas para o desenvolvimento da pesca. “A nossa principal renda é a pesca. Mas o nosso pescador precisa do apoio do Governo Federal, do estadual, juntamente com o municipal. Vamos trabalhar juntos em benefício deles, e quem ganha é o nosso pescador, nossa pescadora e a nossa cidade”, destacou.

Pesca e Aquicultura no Maranhão

O Maranhão se destaca como um dos maiores produtores de pescado no país. Apenas em 2024, o estado produziu mais de 50 mil toneladas na pesca, com destaque para a corvina, a pescada amarela e o camarão branco. Na aquicultura, foram mais de 32 mil toneladas no mesmo ano, principalmente de tambaqui, tilápia e tambacu.

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Atualmente, existem mais de 340 mil pescadores registrados no estado, dos quais 58% são mulheres. O estado também conta com 2.439 aquicultores registrados e outras 4.258 licenças de pesca amadora e esportiva.

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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