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Futuros do açúcar sobem nas bolsas internacionais, mesmo com mercado cauteloso
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Cenário internacional: açúcar registra valorização nas bolsas
Apesar de um ambiente de mercado ainda cauteloso, os contratos futuros do açúcar encerraram a terça-feira (22) em alta nas bolsas internacionais. Analistas consultados pela agência Reuters afirmam que, embora as preocupações com o enfraquecimento das perspectivas econômicas globais e o possível aumento da produção na Tailândia e na Índia mantenham os investidores em alerta, as cotações conseguiram avançar.
Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto com vencimento em maio de 2025 foi negociado a 17,99 centavos de dólar por libra-peso, alta de 18 pontos (ou 1%) em relação à sessão anterior. O contrato de julho/25 também subiu, sendo cotado a 17,96 centavos por libra-peso, com valorização de 22 pontos. Os demais vencimentos registraram ganhos entre 17 e 22 pontos.
Londres acompanha movimento de alta
Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou valorização em todos os contratos. O vencimento para maio de 2025 fechou a US$ 505,80 por tonelada, incremento de US$ 6,90 em relação ao dia anterior. Já o contrato com vencimento em agosto/25 subiu US$ 5,80, sendo negociado a US$ 498,00 por tonelada. Os demais contratos apresentaram elevação entre US$ 4,80 e US$ 5,10 por tonelada.
Mercado interno acompanha tendência positiva
No mercado doméstico, o açúcar cristal também registrou alta na terça-feira, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi comercializada pelas usinas a R$ 144,87, frente aos R$ 144,31 da segunda-feira. A valorização foi de 0,39% em relação aos preços da quinta-feira anterior (17).
Etanol hidratado recua em Paulínia
Em contrapartida, o etanol hidratado apresentou queda, conforme o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado ontem pelas usinas a R$ 2.813,00 por metro cúbico, frente aos R$ 2.828,50 por metro cúbico praticados na quinta-feira passada. A desvalorização foi de 0,55% no comparativo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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