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Ganho compensatório em bovinos: mais peso no curral nem sempre se transforma em carcaça

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O zootecnista e consultor técnico da Premix, Nathan Machado Cavalcante, explica que o “ganho compensatório” – muito debatido entre pecuaristas e especialistas – ocorre quando bovinos recuperam peso acima do previsto depois de um período de restrição alimentar. A dúvida que fica é: esse crescimento extra vira, de fato, arrobas de carcaça comercializável?

O que é ganho compensatório

Quando o alimento é escasso, o organismo reduz o tamanho de órgãos como fígado, rins, coração e trato digestivo para economizar energia. Depois, com a volta da oferta de nutrientes, o animal ganha peso rapidamente porque suas necessidades de manutenção estão temporariamente menores.

Nem todo quilo ganho é carcaça

Na fase de recuperação, parte desse peso adicional serve para reconstruir os órgãos contraídos durante a restrição. Esse “rebote” fisiológico gera aumento de massa viva, mas não garante um acréscimo proporcional em carcaça.

Fatores que determinam a resposta

Sexo, idade, duração e intensidade da restrição influenciam a proporção de tecido muscular (real carcaça) e de órgãos internos nesse ganho. Por isso, o resultado pode variar de nulo a total – só sendo confirmado no momento do abate, quando o pecuarista descobre se o rendimento ficou abaixo do potencial.

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Suplementação: benefícios e riscos

Oferecer suplementos mineral, proteico ou energético acelera a taxa metabólica e, indiretamente, faz com que órgãos essenciais cresçam para sustentar maior desempenho. Contudo, se o fornecimento for interrompido, a restrição subsequente pode anular total ou parcialmente os ganhos obtidos.

Planejamento contínuo é indispensável

Um programa nutricional bem estruturado garante dietas equilibradas durante todo o ciclo produtivo, evita quedas de desempenho e maximiza o retorno econômico. Em outras palavras, planejar com antecedência é a chave para que “mais peso” também signifique “mais carcaça” no gancho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Livro do IDR aponta saída para dependência da soja no biodiesel

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A cadeia do biodiesel no Brasil entrou em uma fase de maturidade produtiva, com volumes próximos de 10 bilhões de litros por ano, mas ainda carrega um ponto de fragilidade: a forte dependência da soja como matéria-prima. Hoje, mais de 70% do biodiesel nacional tem origem no óleo da oleaginosa, o que torna o setor sensível a oscilações de safra, preços internacionais e custos de produção, um efeito que chega diretamente ao diesel consumido no campo.

Essa concentração limita a previsibilidade da cadeia e amplia o impacto de choques de mercado sobre o produtor rural. Em um cenário de margens pressionadas, a diversificação das fontes de óleo deixa de ser apenas uma alternativa agronômica e passa a ser uma necessidade econômica.

É nesse contexto que o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou, na última quinta-feira (16.04), uma publicação técnica voltada à ampliação do leque de oleaginosas no Estado. O trabalho intitulado Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, consolida anos de pesquisa aplicada e reúne orientações práticas para produção, manejo e aproveitamento de diferentes culturas, com foco direto na viabilidade no campo.

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O estudo que reúne contribuições de 38 pesquisadores, analisa dez espécies com potencial produtivo no Paraná, entre elas canola, girassol, gergelim e crambe, considerando fatores como adaptação climática, manejo, rendimento de óleo e inserção na cadeia produtiva. A proposta é clara: reduzir a dependência da soja e ampliar as alternativas ao produtor, respeitando as condições regionais.

No Estado, que produz cerca de 2,3 bilhões de litros de biodiesel por ano, o movimento de diversificação ainda é incipiente, mas começa a ganhar espaço. Culturas de inverno, como canola e girassol, aparecem como opções estratégicas, tanto pela geração de matéria-prima quanto pelos ganhos agronômicos, como rotação de culturas e melhoria da qualidade do solo.

A canola, por exemplo, já ocupa cerca de 8 mil hectares no Paraná, concentrados nas regiões Oeste e Sudoeste. Embora ainda distante da escala da soja, o avanço indica uma mudança gradual no sistema produtivo, com potencial de crescimento conforme evoluem os estímulos de mercado e assistência técnica.

Outro ponto destacado na publicação é o papel dos coprodutos na viabilidade econômica. A extração de óleo gera farelos e tortas que podem ser utilizados na alimentação animal, criando uma fonte adicional de receita e melhorando a eficiência do sistema produtivo.

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No cenário global, a produção de óleos vegetais, base para o biodiesel, supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e palma. O Brasil, pela disponibilidade de área e tecnologia, tem espaço para avançar, mas a sustentabilidade do crescimento passa, necessariamente, pela diversificação da matriz.

A avaliação técnica converge para um ponto: ampliar o portfólio de oleaginosas é um passo essencial para reduzir riscos, estabilizar custos e dar mais previsibilidade à cadeia. Para o produtor, isso se traduz em melhor uso da terra ao longo do ano e menor exposição às oscilações de um único mercado.

O livro tá disponível  no site do IDR-Paraná e custa R$300. Para comprar, clique aqui.

Fonte: Pensar Agro

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