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Gesso enriquecido melhora aplicação, reduz perdas e impulsiona produtividade nas lavouras

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Com o avanço constante da agricultura, cresce também a demanda por insumos mais eficientes e adaptados às exigências do campo. Neste cenário, uma nova linha de gesso enriquecido chega ao mercado com a proposta de aumentar a produtividade nas lavouras e reduzir os custos operacionais. A inovação está na formulação diferenciada, que reúne qualidade física e sinergia entre nutrientes.

Três versões para diferentes necessidades da lavoura

O novo produto está disponível em três combinações, cada uma desenvolvida para atender necessidades específicas de solo e cultura. São elas:

  • Gesso com boro: o boro é fundamental para o desenvolvimento das plantas, atuando na divisão celular e crescimento.
  • Gesso com magnésio: essencial para a fotossíntese e o metabolismo das culturas.
  • Gesso com enxofre elementar: contribui para a formação de proteínas e enzimas nas plantas.
Granulometria uniforme favorece aplicação precisa

Um dos grandes diferenciais da linha Evolution, desenvolvida pelo Grupo Agronelli, é sua granulometria mais uniforme — com partículas de até 15 milímetros. Essa característica proporciona uma aplicação mais precisa e evita desperdícios, ao contrário do que ocorre com o gesso in natura ou peneirado, que possuem maior variação de tamanho.

“Com um condicionador de solo com essa uniformidade, o produtor consegue calibrar o equipamento com muito mais confiança. Se ele precisa aplicar mil quilos por hectare, ele vai aplicar exatamente isso, sem sobras ou falhas”, destaca Renato Costa, diretor Comercial e de Operações do Grupo Agronelli.

Sinergia entre nutrientes eleva resultados no campo

Outro ponto forte da tecnologia é a combinação sinérgica de nutrientes como cálcio, enxofre, boro e magnésio. De acordo com Costa, quando aplicados separadamente, esses nutrientes geram ganhos limitados. Já quando oferecidos de forma equilibrada e simultânea, os resultados superam a soma dos efeitos individuais, impulsionando a produtividade de forma mais eficaz.

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Redução de operações e sustentabilidade no campo

A aplicação conjunta dos nutrientes também representa um avanço em termos de logística e sustentabilidade. Com menos operações no campo, há economia em combustível, horas-máquina, mão de obra e tempo de janela para aplicação — além da redução na emissão de CO₂. “Falamos de uma ou até duas operações a menos, o que faz diferença no dia a dia do produtor, especialmente em culturas mais intensivas, com janelas mais curtas de plantio e aplicação”, explica o executivo.

Testes e validações garantem eficácia do produto

Para garantir a eficiência da linha Evolution, o Grupo Agronelli realizou uma série de testes em seu centro de pesquisa, localizado em Uberaba (MG), além de firmar parcerias com consultorias especializadas e universidades. “Os resultados indicam ganhos significativos em produtividade e eficiência operacional nas lavouras que utilizam a linha Evolution”, conclui Renato Costa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária no agro: regulamentação da CBS exige revisão fiscal, integração de sistemas e atenção ao fluxo de caixa

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A regulamentação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), estabelecida pelo Decreto nº 12.955/2026, marca uma nova etapa da reforma tributária sobre o consumo no Brasil e já começa a provocar mudanças profundas na rotina financeira e fiscal das empresas do agronegócio. Mesmo antes da implementação integral da cobrança, o novo modelo redefine regras de tributação, aproveitamento de créditos e circulação de recursos dentro das operações empresariais.

Especialistas alertam que os impactos vão além da simples substituição de tributos federais. A nova estrutura exige adaptação imediata de sistemas, contratos, controles fiscais e integração entre áreas financeiras, tributárias e tecnológicas.

Segundo Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária no agronegócio e CFO da consultoria Palin & Martins, a CBS inaugura uma lógica operacional mais complexa e dependente da qualidade das informações fiscais.

“A CBS amplia a não cumulatividade, o que teoricamente permite mais créditos tributários. Mas, na prática, só terá acesso a esses créditos quem possuir processos organizados, dados consistentes e integração entre as áreas. Quem não se preparar pode pagar mais imposto e ainda perder créditos importantes”, afirma.

Novo modelo tributário muda regras de cálculo e impacta contratos

A regulamentação estabelece que a CBS incidirá sobre praticamente todas as operações com cobrança, independentemente do formato jurídico adotado. Além disso, a base de cálculo passa a considerar diversos valores envolvidos na operação, exigindo revisão de contratos comerciais, políticas internas e formas de registro contábil.

Outro ponto considerado estratégico é a adoção da tributação no destino. Na prática, o imposto deixa de ser concentrado na origem da operação e passa a ser direcionado ao local de consumo.

Essa alteração exige ajustes em sistemas de gestão, revisão cadastral e nova parametrização fiscal, principalmente em operações interestaduais e cadeias produtivas longas, realidade comum no agronegócio brasileiro.

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No setor agropecuário, onde existe grande volume de operações, diversidade de atividades e forte dependência de créditos tributários, o impacto tende a ser ainda mais significativo.

Erros fiscais podem gerar perdas financeiras diretas

De acordo com dados da Confederação Nacional dos Contadores, mais de 70% das empresas brasileiras já enfrentaram problemas relacionados a documentos fiscais, como classificação incorreta de produtos, ausência de informações obrigatórias ou inconsistências cadastrais.

Com a CBS, esse tipo de falha passa a representar risco financeiro direto.

Isso porque o aproveitamento de créditos tributários dependerá não apenas da emissão da nota fiscal, mas também da coerência entre operação, pagamento e apuração do imposto.

“O crédito passa a depender da consistência entre documentação, faturamento e efetivo pagamento. Qualquer divergência pode impedir o aproveitamento tributário e comprometer o capital de giro das empresas”, explica Altair Heitor.

Split payment muda dinâmica financeira das empresas

Outro ponto de atenção é a possibilidade de adoção do modelo de split payment, mecanismo em que o imposto pode ser recolhido automaticamente antes da disponibilidade integral dos recursos para a empresa.

Na prática, parte do valor da venda deixará de passar completamente pelo caixa das companhias, alterando a dinâmica financeira tradicional do setor.

No agronegócio, onde são comuns vendas parceladas, operações via tradings e diferentes modalidades de pagamento, o impacto pode ser ainda maior.

“O produtor rural está acostumado a receber os recursos e posteriormente organizar a parte tributária. Com o split payment, o imposto pode ser recolhido antes mesmo do valor estar disponível para a operação”, destaca o especialista.

Crédito tributário ganha importância estratégica no agro

O tema se torna ainda mais sensível em cadeias produtivas longas, como soja, milho, proteína animal, açúcar e insumos agrícolas, nas quais o crédito tributário funciona como instrumento essencial para equilíbrio financeiro das operações.

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Falhas cadastrais, erros na classificação fiscal ou inconsistências entre documentos poderão impedir o reconhecimento de créditos ou atrasar pedidos de ressarcimento.

“Hoje, muitos erros geram apenas retrabalho. Com a CBS, eles podem representar perda financeira direta. No agronegócio, isso impacta margens e reduz capacidade de reinvestimento”, afirma Altair.

A regulamentação também estabelece novas regras para ressarcimento de créditos, com prazos definidos que poderão variar conforme o nível de conformidade fiscal da empresa.

Empresas do agro precisam acelerar adequações

Especialistas recomendam que produtores rurais, cooperativas, agroindústrias e empresas do setor iniciem imediatamente processos de revisão cadastral, análise de sistemas e mapeamento de riscos fiscais.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão:

  • Revisão de cadastros de clientes e fornecedores;
  • Conferência da qualidade das notas fiscais emitidas;
  • Integração entre áreas fiscal, financeira e tecnologia;
  • Testes em sistemas de gestão e faturamento;
  • Revisão de contratos e operações interestaduais;
  • Mapeamento de riscos tributários e operacionais.

Para Altair Heitor, a adaptação não pode mais ser tratada como um projeto futuro.

“As empresas precisam agir agora. Quem deixar para se adaptar apenas quando a cobrança estiver totalmente em vigor pode iniciar o novo modelo já acumulando perdas financeiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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