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Gestão financeira no agronegócio ganha protagonismo diante de alta pressão no crédito rural

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A gestão financeira passa a ocupar papel central no agronegócio brasileiro em um cenário de maior pressão sobre o caixa dos produtores e aumento da seletividade no crédito rural. A avaliação é de Antonio Prado G. B. Neto, CEO da Pirecal e conselheiro do setor, que destaca o atual ciclo como um dos mais importantes para medir a solidez econômica da cadeia produtiva.

Vencimentos bilionários ampliam pressão sobre o setor

O setor agropecuário deve enfrentar, em 2026, cerca de R$ 155 bilhões em vencimentos de crédito rural, segundo estimativas do mercado. Desse total, aproximadamente 60% estão concentrados entre abril e setembro, período que tende a intensificar a pressão sobre o fluxo de caixa dos produtores.

No crédito de custeio, o volume chega a R$ 87 bilhões, reforçando o impacto direto sobre a operação diária das propriedades rurais e empresas do agronegócio.

Esse cenário transforma o período de pagamentos em um verdadeiro teste de resistência financeira para toda a cadeia produtiva, incluindo produtores, tradings, cooperativas e instituições financeiras.

Margens apertadas e aumento da inadimplência

Mesmo com safras recordes e altos níveis de produtividade, o ambiente econômico do agro segue desafiador. Nos últimos ciclos, o setor acumulou:

  • Margens pressionadas por quatro safras consecutivas
  • Inadimplência acima de 7%
  • Queda na pontualidade de pagamentos de 99% para 92%
  • Recorde de pedidos de recuperação judicial
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Esse conjunto de fatores reduziu a capacidade de formação de reservas financeiras, aumentando a vulnerabilidade do setor a oscilações de mercado e clima.

Crédito mais seletivo e exigente no campo

Diante do aumento do risco, instituições financeiras passaram a adotar postura mais conservadora na concessão de crédito. Bancos e agentes financeiros, com destaque para o Banco do Brasil, intensificaram exigências como garantias mais robustas, incluindo alienação fiduciária, além de maior monitoramento das operações.

Na prática, o crédito rural se tornou mais técnico, criterioso e condicionado à capacidade de gestão do produtor.

Gestão financeira passa a ser fator de competitividade

O novo ambiente consolida uma mudança estrutural no agronegócio: a eficiência produtiva já não é suficiente para garantir sustentabilidade financeira. A gestão do caixa, o controle de endividamento e a disciplina na tomada de crédito passam a ser determinantes para a competitividade.

Segundo analistas do setor, atrasos ou renegociações podem gerar efeito em cadeia, com impacto direto na liquidez das operações, na relação com fornecedores e na capacidade de acesso ao crédito para a safra 2026/27.

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Próximos meses serão decisivos para o setor

Os próximos 60 a 90 dias devem ser decisivos para o agro brasileiro. O período deve indicar quais produtores e empresas estão financeiramente estruturados, quem precisará renegociar dívidas e quem terá acesso ao crédito nas próximas safras.

Nesse contexto, a gestão financeira deixa de ser apenas um suporte operacional e passa a ser um dos principais pilares da sustentabilidade do agronegócio, ao lado da produtividade e da tecnologia no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Combustível marítimo recua com trégua no Golfo Pérsico e alivia custos logísticos globais

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Os preços do combustível marítimo voltaram a registrar queda após semanas de forte volatilidade no mercado internacional, em meio à redução das tensões geopolíticas no Golfo Pérsico. O movimento marca uma correção importante após o pico de preços provocado pelo início do conflito na região.

Segundo dados da AMR Business Intelligence, a escalada começou em 28 de fevereiro de 2026, quando o mercado passou a precificar os riscos da guerra e seus impactos sobre o comércio global e as rotas marítimas estratégicas.

Conflito dispara preços e eleva custos do transporte marítimo

Antes do início das tensões, o combustível marítimo de baixo teor de enxofre era negociado em torno de US$ 580 por tonelada métrica. Com o agravamento do conflito, os preços chegaram a atingir US$ 1.823 no início de abril, refletindo o aumento do risco e da incerteza logística.

O combustível de alto teor de enxofre também acompanhou o movimento de alta, alcançando cerca de US$ 770 por tonelada métrica no fim de março.

Trégua mediada e reversão das cotações

A reversão do movimento ocorreu após o anúncio de uma trégua mediada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo inicial previa uma pausa de duas semanas, posteriormente prorrogada por tempo indeterminado, reduzindo a pressão geopolítica na região.

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Com o arrefecimento das tensões, o mercado reagiu rapidamente, iniciando um processo de correção nos preços e devolvendo parte da valorização acumulada durante o período de conflito.

Cotações recuam, mas permanecem elevadas

Em 27 de abril, os preços já indicavam alívio nos custos logísticos globais:

  • Combustível marítimo de baixo teor de enxofre: US$ 1.116 por tonelada métrica
  • Combustível de alto teor de enxofre: US$ 681 por tonelada métrica

Apesar da queda, os valores ainda permanecem significativamente acima dos níveis registrados antes do início da guerra, evidenciando que o mercado segue sensível a riscos geopolíticos.

Impacto direto no comércio global e no agronegócio

O recuo dos preços representa um alívio parcial para os custos de transporte marítimo, setor essencial para o escoamento global de commodities agrícolas como soja, milho e carnes.

Rotas internacionais seguem monitoradas, já que o Golfo Pérsico é uma das regiões estratégicas para o fluxo energético mundial, influenciando diretamente fretes e cadeias de suprimentos.

Mercado reage a cenário mais estável, mas cautela permanece

A trégua reduziu parte da incerteza e trouxe estabilidade momentânea ao mercado de combustíveis marítimos. No entanto, analistas destacam que o setor ainda opera com cautela, dado o histórico de volatilidade recente.

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O comportamento dos preços reforça a sensibilidade do comércio global a eventos geopolíticos e a importância da estabilidade no Oriente Médio para o equilíbrio dos custos logísticos internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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