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Gira Internacional Hereford reforça importância da raça para a pecuária do Mercosul
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Durante três dias, criadores da raça Hereford dos países do Mercosul promoveram uma intensa troca de conhecimentos e vivências na Gira Internacional Hereford. O evento começou no Estabelecimento Aguaceritos, na Argentina, e seguiu por propriedades no Brasil — Cabanha São Fernando e Cabanha Touro Passo —, encerrando no Uruguai, nas fazendas Santa María del Arapey e Pingo Viejo. O foco das visitas foram sistemas de produção, adaptação da raça, genética, rendimento e padronização racial.
Integração e adaptabilidade da raça são destaques
Segundo Eduardo Soares, presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), a gira representou um marco histórico para a raça no Mercosul. “Além da oportunidade de rever rodeios e animais dos três países, com sistemas de produção distintos, foi possível integrar totalmente os criadores, evidenciando a adaptabilidade da Hereford em diversos ambientes produtivos.” Soares também ressaltou o apoio da Sociedade Polled Hereford do Paraguai na iniciativa.
Participação expressiva e comprometimento dos criadores brasileiros
Felipe Azambuja, gerente executivo da ABHB, informou que mais de 200 pessoas participaram das visitas, promovendo uma ampla troca de experiências. A delegação brasileira contou com representantes de várias regiões, reforçando não apenas a presença forte da raça no Brasil, mas também o comprometimento dos produtores com o aprimoramento da pecuária nacional.
Hereford contribui para a qualidade da carne brasileira
Azambuja destacou que uma das grandes contribuições da raça Hereford para a pecuária do país está no aprimoramento da qualidade da carne. Isso ocorre tanto nas criações puras quanto nos cruzamentos em que a raça atua como melhoradora. “Os criadores estão atentos à demanda crescente do consumidor por carne de qualidade, e a Hereford produz uma das melhores carnes do mundo”, afirmou.
A Gira Internacional Hereford reafirma o papel essencial da raça no desenvolvimento da pecuária de qualidade no Mercosul, fortalecendo parcerias e promovendo a inovação no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio
Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.
O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.
A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.
No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.
Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.
Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.
O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.
Fonte: Pensar Agro

