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Giro da Safra destaca papel estratégico do milho e reforça ganhos de produtividade em Santa Catarina

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Santa Catarina consolida milho como base do agronegócio estadual

Santa Catarina ocupa posição de destaque entre os maiores produtores de milho do Brasil, ficando logo atrás do Paraná em níveis de produtividade. Apesar da redução da área plantada nos últimos anos, o Estado tem conseguido manter volumes expressivos de produção graças ao uso de tecnologias e à eficiência no manejo agrícola.

A cultura segue como pilar estratégico do complexo agroindustrial de carnes e leite, setores que juntos representam mais de 50% do valor da produção agropecuária catarinense. Para fortalecer esse papel, a Epagri, em parceria com o Sicoob SC/RS, promove a 3ª edição do Giro da Safra de Milho, que em 2026 será realizada em duas etapas, percorrendo as principais regiões produtoras do Estado.

Giro da Safra coleta dados e promove conhecimento técnico

A primeira etapa do Giro da Safra ocorrerá em 12 de fevereiro, em São Miguel do Oeste, e apresentará os resultados parciais das coletas feitas no Extremo-Oeste catarinense. Durante o evento, os participantes assistirão à palestra “Como as práticas conservacionistas interferem na sustentabilidade dos sistemas produtivos”, ministrada por Júlio Cesar Ramos, da Epagri/Cepaf de Chapecó, e Zolmir Frizzo, extensionista rural de Descanso.

As coletas dessa fase contemplam 94 propriedades rurais em municípios como Descanso, Belmonte, Palmitos, Maravilha e Dionísio Cerqueira.

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Já a segunda etapa será realizada em 25 de março, em Campos Novos (Meio-Oeste), com a apresentação dos resultados consolidados e a palestra “A cultura do milho e o manejo de plantas invasoras resistentes”, ministrada pelo pesquisador Joanei Cechin, da Epagri. Nessa fase, as equipes visitaram 75 propriedades em 13 municípios, incluindo Concórdia, Seara, Joaçaba e Irani.

Informações de campo orientam políticas públicas e estratégias produtivas

O presidente da Epagri, Dirceu Leite, destaca que os dados coletados pelo Giro da Safra são fundamentais para a formulação de políticas públicas e o planejamento estratégico da produção agrícola.

“As informações obtidas junto aos produtores geram conhecimento, base para ações efetivas de crédito, pesquisa e manejo. Isso fortalece o produtor e o desenvolvimento regional”, afirma.

Para o presidente do Sicoob Central SC/RS, Rui Schneider da Silva, o projeto reforça o papel da cooperativa como agente de desenvolvimento do agronegócio catarinense.

“Estar ao lado do produtor rural vai além do crédito. É também apoiar iniciativas que promovam planejamento, sustentabilidade econômica e ambiental no campo”, destaca.

Tecnologia e eficiência impulsionam a produtividade do milho

Com equipes formadas por técnicos da Epagri, Sicoob, Instituto Federal Catarinense e cooperativas Coper Alfa e Copérdia, o Giro da Safra coleta dados diretamente nas lavouras, avaliando umidade, qualidade dos grãos, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares mais utilizadas.

As amostras são analisadas na Estação Experimental de Canoinhas (EECan), servindo de base para planejamento das próximas safras e melhoria dos sistemas produtivos.

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Segundo o analista da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, o levantamento permite estimativas mais precisas e direcionadas.

“As informações de campo são essenciais para definir políticas de fomento, crédito e pesquisa alinhadas às reais necessidades dos produtores”, explica.

Produtividade recorde compensa queda de área cultivada

Nos últimos dez anos, a produção de milho em Santa Catarina passou por profunda transformação estrutural. A área plantada caiu de 371 mil hectares (2015/16) para 258 mil hectares (2025/26) — uma redução de cerca de 30%. Ainda assim, o Estado manteve altos volumes de colheita, sustentados por produtividade recorde.

Em 2024/25, mesmo com a menor área da série histórica, o Estado colheu 2,71 milhões de toneladas, impulsionado pelo rendimento médio de 9.350 kg por hectare, o maior já registrado.

A queda na área cultivada reflete mudanças no perfil produtivo, competição com outras culturas e restrições à expansão. Já as oscilações na produção estão ligadas às condições climáticas e ao nível tecnológico adotado nas lavouras.

Para a safra 2025/26, as projeções indicam manutenção da produtividade elevada, confirmando a tendência de que o futuro do milho catarinense depende cada vez mais da eficiência produtiva e menos da expansão territorial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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