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Goianésia impulsiona cafeicultura com apoio da Emater Goiás e entrega de 40 mil mudas a produtores
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Emater Goiás e Prefeitura fortalecem café no município
A cafeicultura começa a se consolidar em Goianésia (GO) por meio de uma iniciativa conjunta da Emater Goiás e da Prefeitura municipal. No dia 30 de janeiro, 14 produtores rurais receberam 40 mil mudas de café para implantação de novas lavouras, reforçando a diversificação produtiva e o potencial econômico da região.
O projeto combina esforços do poder público, responsável pela aquisição das mudas e preparo do solo, com os produtores, que investem em insumos e mão de obra. A Emater Goiás acompanha tecnicamente todas as etapas, desde o plantio até a colheita, garantindo eficiência, sustentabilidade e melhores resultados produtivos.
Potencial do Cerrado goiano e visão estratégica
Segundo Cleiton Mateus, gerente de Pesquisa Agropecuária da Emater Goiás, o projeto também possui caráter científico e estratégico.
“Durante muito tempo, acreditava-se que Goiás não tinha condições ideais para o cultivo do café. Com essas áreas implantadas, queremos demonstrar, na prática, que o estado tem potencial para a atividade.”
A crescente demanda internacional, principalmente em mercados asiáticos, reforça a viabilidade econômica da cultura no estado, destacando oportunidades para produtores que buscam diversificação.
Expansão e futuro da cafeicultura no município
O projeto prevê nova etapa de expansão em aproximadamente um ano. Produtores com bom desempenho poderão receber mais de 100 mil mudas, ampliando ainda mais a presença da cafeicultura em Goianésia. O impacto da iniciativa deve extrapolar o município, contribuindo para recolocar Goiás no mapa nacional da cafeicultura.
O produtor Gilmar Xavier, até então dedicado à pecuária, passou a investir em 4 mil mudas de café em sua propriedade.
“As expectativas são muito positivas. A ideia é, no próximo ano, dobrar a área plantada e ampliar a produção”, afirma.
Assistência técnica e inovação como diferencial
Para Rafael Gouveia, presidente da Emater Goiás, a ação reforça o compromisso da instituição com assistência técnica, inovação e capacitação do produtor rural.
“Ao difundir a cafeicultura no Cerrado goiano, mostramos que, com manejo adequado e acompanhamento qualificado, é possível diversificar a produção, gerar renda e abrir novas oportunidades para as famílias rurais no estado.”
A iniciativa demonstra que, mesmo em regiões tradicionalmente voltadas à pecuária e outras culturas, a cafeicultura pode se tornar uma alternativa viável e rentável no Cerrado goiano.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%
Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.
O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.
Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.
A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.
O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.
As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç
Fonte: Pensar Agro



