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Goiás atualiza regras de prevenção contra o bicudo-do-algodoeiro

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) anunciou novas regras para o Programa Estadual de Prevenção e Controle do Bicudo-do-Algodoeiro em Goiás. A atualização foi oficializada pela Instrução Normativa nº 5/2025, publicada no Diário Oficial do Estado em 26 de agosto, e traz mudanças importantes para o transporte e o beneficiamento do algodão, com o objetivo de reforçar o combate à principal praga da cotonicultura brasileira.

Bicudo-do-algodoeiro: ameaça à cotonicultura

O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) é considerado a praga mais severa da cultura do algodão, capaz de gerar perdas de até 70% na produção e elevar os custos de manejo. Presente no Brasil desde 1983, o inseto se reproduz rapidamente em ambientes de algodoeiras, transportes e confinamentos, exigindo medidas rigorosas de controle.

Medidas mais rígidas para transporte e beneficiamento

Entre as novidades da normativa, estão regras específicas para o transporte do algodão em caroço e recomendações às algodoeiras e confinamentos. Agora, produtores, transportadores e unidades de beneficiamento passam a ter responsabilidade solidária no cumprimento das normas.

As exigências incluem:

  • Enlonamento completo das cargas com lona e tela sombrite;
  • Amarração firme dos fardos e limpeza da carroceria antes da liberação;
  • Criação de formulário padronizado de recepção de cargas;
  • Inspeção e fiscalização rigorosa de todas as entradas e saídas das unidades;
  • Recomendações para manter pátios limpos e capacitar equipes e motoristas.
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Agrodefesa reforça parceria com produtores

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que a medida fortalece a competitividade da cotonicultura goiana.

“O algodão é uma das culturas estratégicas para o agronegócio de Goiás. A atualização da normativa demonstra o compromisso do governo em garantir segurança, produtividade e sustentabilidade para os produtores”, afirmou.

O gerente de Sanidade Vegetal, Leonardo Macedo, ressaltou que o combate ao bicudo depende da cooperação entre todos os elos da cadeia produtiva. Já o coordenador do Programa Estadual, Maxwell Carvalho, destacou que as mudanças foram construídas em diálogo com o setor produtivo, alinhando as demandas de produtores, transportadores e algodoeiras.

Produção e exportações de algodão em Goiás

O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais de algodão, atrás apenas de China e Índia, com participação de cerca de 13% na produção global.

Em Goiás, a cultura tem peso significativo. O estado é o sétimo maior produtor nacional, com expectativa de colher 138,2 mil toneladas na safra 2024/25, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Em 2024, o Valor Bruto da Produção (VBP) do algodão goiano foi de R$ 512,7 milhões, equivalente a 1,5% do VBP nacional.

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Chapadão do Céu, Luziânia e Cristalina lideram a produção no estado. No mercado externo, a China é o principal destino do algodão goiano, que exportou 24,1 mil toneladas para o país asiático em 2024.

Entenda a praga

O bicudo-do-algodoeiro é um besouro de coloração cinza a castanha, com bico alongado. Ele perfura botões florais e maçãs para se alimentar e depositar ovos, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade da fibra. Os sintomas da infestação incluem orifícios nos botões e capulhos, presença de cera protetora e galerias internas.

Confira a IN completa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.

Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.

“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.

Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

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Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.

Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.

Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.

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Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.

Há mais de quatro décadas na  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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