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Governo de Minas amplia regularização fundiária e beneficia 14 novos municípios
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O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), formalizou, nesta terça-feira (18/3), novos Acordos de Cooperação Técnica do Programa de Regularização Fundiária Rural com 14 municípios selecionados pelo Edital de Chamamento Público, divulgado em dezembro de 2021. A iniciativa permitirá que aproximadamente 1,5 mil famílias tenham acesso ao título de propriedade rural, assegurando maior segurança e desenvolvimento ao setor.
A colaboração com as prefeituras possibilita apoio técnico da Seapa no planejamento e execução das ações previstas no programa. Além disso, em junho deste ano, mais 26 municípios serão contemplados, conforme edital publicado em fevereiro de 2025.
A assinatura dos acordos ocorreu por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), garantindo transparência e segurança jurídica ao processo. O documento estabelece as responsabilidades de cada ente municipal na transferência de imóveis ocupados por posseiros, por meio do Título de Legitimação da Posse de Terra Devoluta Estadual. O acordo tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.
Fortalecimento da parceria
O Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, ressaltou a relevância da colaboração entre governo e prefeituras. “Essa parceria tem sido fundamental, pois é no município que as ações efetivamente acontecem. Nosso objetivo é ampliar a adesão das prefeituras ao programa. O título de propriedade confere dignidade ao produtor rural, permitindo-lhe acesso ao crédito, investimentos na propriedade e aprimoramento das atividades produtivas”, afirmou.
Próximos passos
Com a formalização do acordo, inicia-se a etapa de audiências públicas, nas quais são apresentadas as diretrizes para inscrição dos interessados. O programa conta com o suporte da Emater-MG, responsável pelo cadastramento dos produtores que atendem aos requisitos legais. Em seguida, são realizadas as etapas de georreferenciamento dos terrenos, análise técnica dos processos e, finalmente, a entrega dos títulos, atendendo a uma demanda histórica da população rural.
Impactos positivos
Com o título de propriedade em mãos, os produtores rurais – especialmente os da agricultura familiar – passam a ter acesso a diversas políticas públicas, como o crédito rural. Esse recurso pode ser empregado na melhoria da infraestrutura, aquisição de tecnologias e ampliação da produção, contribuindo para a qualidade de vida das famílias e para o desenvolvimento econômico regional, por meio da geração de emprego e renda.
Municípios contemplados
Nesta nova fase do programa, foram selecionados os seguintes municípios: Vargem Alegre, Várzea da Palma, Taiobeiras, Naque, Guanhães, Janaúba, Santana do Paraíso, João Pinheiro, Teófilo Otoni, Nanuque, Bonfinópolis de Minas, Pedrinópolis, Cachoeira da Prata e Ipatinga.
Resultados e metas
Desde o início da gestão do governador Romeu Zema, até fevereiro de 2025, foram concedidos 9.230 títulos de propriedade rural. A meta para este ano é entregar 3,5 mil novos documentos.
Para o período de 2023 a 2026, o objetivo é regularizar cerca de 11 mil propriedades, garantindo aos pequenos produtores o direito de comprovar a posse da terra em que vivem e trabalham. Esse volume representa um crescimento de aproximadamente 111% em relação aos 5,2 mil títulos emitidos entre 2019 e 2022.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde
O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.
Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.
O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.
Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão
O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.
O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.
A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.
Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.
Interesse pela bebida cresce entre consumidores
O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.
Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.
O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.
Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular
O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.
Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.
Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.
Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular
Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.
De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.
Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.
Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.
Consumo deve ser feito com moderação
Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.
A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.
Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.
Setor vê oportunidades para os próximos anos
Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.
A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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