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Gripe aviária: Agrodefesa reúne cadeia avícola de Goiás para reforçar ações preventivas

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) realiza, nesta quinta-feira (22/05), às 14h, uma reunião técnica com representantes do setor produtivo avícola de Goiás. O encontro será realizado em formato híbrido: presencialmente, no auditório da sede da Agrodefesa em Goiânia, e com transmissão online pela plataforma Microsoft Teams.

Objetivo do encontro

A reunião tem como foco principal:

  • Reforçar a articulação entre o poder público e a cadeia produtiva;
  • Compartilhar orientações técnicas atualizadas;
  • Alinhar estratégias de prevenção e resposta diante da ameaça sanitária representada pela influenza aviária.

Foram convidados empresários, produtores, responsáveis técnicos, associações e entidades ligadas ao setor avícola goiano.

Experiência do RS será compartilhada

Um dos pontos altos da programação será a participação da diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, Rosane Collares. Ela trará informações sobre o primeiro caso confirmado de gripe aviária em granja comercial no Brasil, ocorrido no município de Montenegro (RS), e detalhará as medidas adotadas pelo estado para conter a disseminação do vírus.

Medidas preventivas já adotadas em Goiás

A reunião ocorre em um contexto de reforço das ações de vigilância sanitária. No último sábado (17/05), o Governo de Goiás decretou estado de emergência zoossanitária por 180 dias, por meio do Decreto nº 10.693. A medida, de caráter preventivo, segue as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que já havia prorrogado a emergência zoossanitária nacional pela Portaria nº 784/2025, vigente desde 2023.

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Até o momento, não há registros da doença em Goiás — nem em granjas comerciais, criações de subsistência ou aves silvestres. Mesmo assim, as autoridades intensificam ações de prevenção.

Impacto nacional do primeiro caso em granja comercial

O alerta sanitário se intensificou após a confirmação do vírus H5N1 em uma granja de matrizes de postura no Rio Grande do Sul, em 15 de maio. Este é o primeiro caso da doença em aves comerciais no Brasil e já provocou impactos econômicos: países como China e União Europeia suspenderam temporariamente as importações de produtos avícolas das áreas afetadas, o que atinge diretamente os estados produtores.

Goiás tem papel estratégico na avicultura nacional

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a medida é estratégica para proteger a produção goiana:

“Goiás tem um papel relevante na avicultura nacional e precisamos proteger nossos plantéis e nossa economia com ações rápidas e coordenadas”, afirma.

O estado é o quarto maior produtor de carne de frango do Brasil, com destaque para os polos de Itaberaí e Rio Verde, que ocupam, respectivamente, a segunda e sexta posições no ranking nacional. O setor emprega diretamente mais de 240 mil pessoas em Goiás.

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Mobilização e orientação técnica ao setor

O presidente da Agrodefesa também reforça a importância da mobilização:

“A reunião técnica é uma oportunidade de reforçarmos o diálogo com todos os envolvidos na cadeia avícola, esclarecer dúvidas e alinhar condutas. A prevenção depende do esforço coletivo, e a informação técnica precisa chegar com clareza e rapidez a quem está na linha de frente da produção”, ressalta.

A Agrodefesa alerta que toda a cadeia produtiva deve manter atenção às medidas de biosseguridade, comunicar qualquer suspeita de enfermidade em aves e colaborar com as ações de vigilância.

Reunião reforça combate à influenza aviária

A reunião do dia 22 será uma oportunidade para:

  • Troca de experiências entre estados;
  • Atualização técnica dos profissionais do setor;
  • Reforço da mobilização coletiva contra o avanço da gripe aviária no país.

Com a iniciativa, Goiás dá mais um passo para proteger sua produção avícola e garantir a segurança sanitária diante de uma ameaça que já afeta a cadeia produtiva nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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