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Grupo da ATeG Bovinocultura de Corte comemora avanços e encerra ciclo com sucesso em Braço do Norte

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O primeiro ciclo da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Bovinocultura de Corte, promovido pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com o Sindicato Rural de Braço do Norte, foi concluído com resultados expressivos. O encerramento aconteceu no Pesque Pague Bloemer e reuniu produtores rurais e lideranças locais para celebrar os avanços obtidos.

Presença de autoridades e produtores do setor

O evento contou com a participação do presidente do Sindicato Rural, Edemar Della Giustina, do vice-presidente Vilibaldo Michels, da supervisora regional do Senar/SC, Sueli Silveira Rosa, do supervisor técnico da ATeG, Jaison Buss, além de diversos produtores e empresários agropecuários. Os resultados do programa foram apresentados pelo técnico de campo Ariel Correa, que acompanhou o desenvolvimento das propriedades durante o ciclo.

Resultados superam expectativas em produtividade e gestão

Para o presidente do Sindicato Rural, Edemar Della Giustina, “tivemos um encerramento com chave de ouro. Os resultados superaram as expectativas, com avanços surpreendentes em produtividade e gestão. O Sistema Faesc/Senar tem sido um grande parceiro do produtor, profissionalizando o campo e trazendo retorno direto aos que vivem da agropecuária”.

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Ganhos expressivos em eficiência e uso de tecnologia

O supervisor técnico da ATeG, Jaison Buss, destacou que a metodologia aplicada possibilita um diagnóstico preciso e a elaboração de planos de ação personalizados. “Em dois anos, vimos propriedades se transformarem, com melhorias significativas em eficiência produtiva, uso de tecnologias e práticas de manejo”, afirmou.

Compromisso do Sistema Faesc/Senar com o desenvolvimento rural

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, ressaltou o papel do programa no fortalecimento do campo catarinense. “O sucesso dessa e de outras turmas pelo estado reflete o compromisso da Faesc/Senar com o desenvolvimento rural. A ATeG é um modelo eficaz porque é construído junto com o produtor, respeitando suas particularidades e buscando sempre a excelência”, disse.

Expectativa de continuidade e expansão do programa

Com o encerramento da turma em Braço do Norte, o sentimento é de orgulho e reconhecimento ao trabalho técnico desenvolvido. A expectativa é que o programa ATeG continue e se expanda, consolidando-se como referência na transformação da bovinocultura de corte e da agropecuária em Santa Catarina.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica

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Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.

Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional

O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.

Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.

Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.

Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor

Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.

Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.

Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.

“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.

Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira

Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.

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O avanço é explicado por fatores como:

  • Alta produtividade por hectare
  • Maior resistência ao calor e à seca
  • Menor custo de produção
  • Crescente demanda industrial

“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.

Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica

Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.

  • Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
  • Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)

Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.

Nova configuração da cafeicultura brasileira

Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.

Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.

“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.

Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas

O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.

O arábica se concentra principalmente em:

  • Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
  • São Paulo
  • Paraná
  • Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
  • Já o robusta tem forte presença em:
  • Espírito Santo (maior produtor nacional)
  • Rondônia
  • Expansão na Bahia e Mato Grosso
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Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.

Café robusta atende demanda crescente da indústria global

O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:

  • Café solúvel
  • Cápsulas
  • Blends comerciais

Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.

Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade

No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.

Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:

  • 75% a 80% foram de arábica
  • 20% a 25% foram de robusta

Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro

Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.

Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.

“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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