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GT de Agricultura do BRICS valoriza cultura e desenvolvimento econômico de pescadores e aquicultores

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A reunião ministerial do Grupo de Trabalho de Agricultura do BRICS, realizada nesta quinta-feira (17), marcou o encerramento da primeira etapa dos trabalhos do grupo. Na ocasião, foi apresentada a Declaração Ministerial com os compromissos assumidos pelos países, incluindo ações voltadas à pesca e à aquicultura.

A expectativa é que os temas discutidos sejam incorporados ao Plano de Ação 2025-2028, que será apresentado durante a Cúpula de Líderes do BRICS, em julho, no Rio de Janeiro.

O Brasil foi representado pelo secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo; pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; e pela secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Morão de Oliveira.

Durante seu discurso, Edipo Araujo destacou a importância da inclusão da pesca e da aquicultura como tema prioritário da presidência brasileira no BRICS. “Ter a pesca e a aquicultura no centro da agenda do BRICS significa uma reafirmação da importância atribuída por nosso Governo a esses dois setores e uma mensagem, aos parceiros internacionais, do desejo de trabalhar de forma coordenada e cooperativa”, disse.

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Pesca e aquicultura ganham protagonismo na agenda do BRICS

A Declaração Ministerial é um marco político e técnico para o setor. Ela reconhece a relevância da pesca e da aquicultura nos sistemas alimentares, estabelece metas de sustentabilidade e inclusão social e reforça o compromisso dos países em ampliar a produção de alimentos aquáticos com responsabilidade ambiental.

Edipo enfatizou ainda o potencial dos países do BRICS na produção aquícola e pesqueira global: “Descobrimos que o BRICS, coletivamente, possui 33% das terras agrícolas e 39% das reservas de água doce do planeta. Que o BRICS responde por 25% da pesca de captura e 75% da produção aquícola mundial”.

Entre os compromissos assumidos na declaração estão:

– Promover maior participação dos alimentos aquáticos nas dietas, como forma de garantir segurança alimentar e nutricional;
– Priorizar o desenvolvimento econômico e a inclusão de pescadores e aquicultores artesanais e de pequena escala;
– Preservar os modos de vida das comunidades tradicionais, reconhecendo suas práticas como “patrimônio cultural do BRICS”;
– Incentivar o uso de embarcações energeticamente eficientes e acesso a equipamentos produtivos que aumentem a competitividade e segurança no trabalho;
– E estimular o crescimento sustentável da produção e da renda no setor, alinhado à iniciativa “Transformação Azul” da FAO.

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A Declaração também institui o Diálogo sobre Pesca e Aquicultura dos BRICS, que será a base para a cooperação técnica e científica entre os países. A iniciativa irá permitir o avanço conjunto em metas comuns.

Além da Declaração, foram lançados um Plano de Trabalho para os próximos quatro anos — com capítulo específico sobre pesca e aquicultura —, uma parceria para a restauração de áreas estratégicas como margens de rios e manguezais, e o primeiro relatório do grupo sobre ações contra a fome e a pobreza.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Brasil e Honduras discutem parceria estratégica para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta quinta-feira (4), missão oficial em Honduras com avanços na agenda de cooperação bilateral em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, desenvolvimento rural e segurança alimentar. A programação também resultou em encaminhamentos voltados ao fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.

A missão foi liderada pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e contou com a participação da embaixadora do Brasil em Honduras, Andrea Watson; da adida agrícola Priscila Rech; da chefe de gabinete da Secretaria-Executiva, Erika Ferraz; e do representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Cristian Fischer.

A programação teve início com reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária de Honduras, Moisés Molina. Durante o encontro, as autoridades discutiram oportunidades de atuação conjunta em áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor agropecuário, incluindo planejamento agrícola, inovação tecnológica, melhoramento genético e transferência de conhecimento.

A delegação brasileira também se reuniu com representantes da Dirección de Ciencia y Tecnología Agropecuaria (Dicta), principal instituição de pesquisa agropecuária hondurenha. Na ocasião, foram debatidas ações voltadas ao fortalecimento institucional, à formação de recursos humanos e à modernização dos sistemas de inovação. As discussões evidenciaram oportunidades de intercâmbio em áreas como pesquisa agropecuária, assistência técnica, sanidade animal e vegetal e adaptação às mudanças climáticas, com potencial contribuição de instituições brasileiras como a Embrapa e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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No campo comercial, a missão também avançou em tratativas relacionadas a produtos de interesse bilateral, com destaque para farinhas de origem animal, carne de aves e carne suína. Os temas integram a agenda de ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e Honduras.

O encerramento da missão ocorreu na Presidência da República de Honduras, em reunião que reafirmou o interesse dos dois governos em aprofundar o diálogo técnico e institucional. O encontro destacou a convergência de prioridades em temas como segurança alimentar, inovação, desenvolvimento rural e modernização da agricultura.

A missão contou com o apoio do IICA, parceiro estratégico na articulação institucional e na identificação de oportunidades de trabalho conjunto. Os resultados da agenda reforçam o compromisso do Brasil com a promoção do desenvolvimento agropecuário sustentável e com o fortalecimento das relações com os países da América Central.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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