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Guerra no Irã pressiona exportações de carne bovina e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Conflito no Oriente Médio preocupa mercado da carne

A escalada da guerra envolvendo o Irã tem elevado a tensão no mercado internacional de carne bovina e acendido um alerta para o Brasil, atualmente o principal exportador global do produto.

O Oriente Médio representa cerca de 10% das exportações brasileiras de carne bovina, com volume que alcançou aproximadamente 250 mil toneladas em 2025. Dentro desse cenário, o Irã figura entre os principais destinos da proteína brasileira.

Incertezas logísticas e comerciais ganham força

O avanço do conflito amplia os riscos para o comércio internacional, especialmente em relação às rotas marítimas, custos de seguro e estabilidade financeira dos importadores da região.

Diante desse ambiente de incerteza, exportadores brasileiros monitoram de perto os desdobramentos e já avaliam alternativas, como o redirecionamento de cargas para outros mercados, na tentativa de mitigar possíveis perdas.

Impactos no mercado interno ainda são monitorados

No Brasil, os reflexos ainda são acompanhados com cautela. Analistas apontam que eventuais interrupções ou atrasos nas compras por parte dos países importadores podem provocar ajustes temporários na demanda dos frigoríficos.

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Esse movimento tende a influenciar diretamente os preços do boi gordo, trazendo maior volatilidade ao mercado pecuário no curto prazo.

Especialista analisa cenário no Simpósio Nutripura

Os impactos do conflito e seus desdobramentos para a pecuária brasileira serão debatidos pelo economista Alexandre Mendonça de Barros durante o Simpósio Nutripura, que ocorre nos dias 20 e 21 de março, em Cuiabá.

O especialista deve detalhar como o cenário geopolítico pode influenciar o mercado da carne e apontar possíveis oportunidades para o setor diante das mudanças no comércio global.

Evento reúne especialistas e nomes de destaque

O simpósio contará com a participação de diversos profissionais de destaque. Entre eles estão:

  • Richard Rasmussen, reconhecido pela atuação na divulgação científica e defesa da biodiversidade
  • Marcelo Bolinha, com forte presença digital no segmento de carnes
  • Alexandre Duarte
Conteúdo técnico reforça debate sobre produção animal

No eixo técnico-científico, o evento também terá a participação de professores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, referência em ensino e pesquisa agropecuária:

  • Moacyr Corsi
  • Flávio Portela
  • Luiz Nussio
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Além disso, a programação inclui palestra do professor José Luiz Tejon, que abordará temas ligados ao consumo, reputação e imagem da carne brasileira.

Evento deve reunir mais de 2 mil participantes

A expectativa é que o Simpósio Nutripura reúna mais de 2 mil participantes, entre produtores rurais, técnicos, pesquisadores, executivos e empresas do setor.

A programação será voltada à inovação, sustentabilidade e às tendências dos principais mercados globais da carne, ampliando o debate sobre os desafios e oportunidades para o agronegócio brasileiro diante do atual cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca e aquicultura entram no centro do debate sobre clima, gestão e políticas públicas no CONAPE

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Nesta quarta-feira (16), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, em Brasília, mais um dia da 49ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE). O encontro, que reuniu conselheiros e representantes do Governo Federal, discutiu temas estratégicos para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura e o aprimoramento das políticas públicas para o setor.

Foram apresentadas ações do MPA para o enfrentamento dos impactos das estiagens, secas, cheias e demais eventos climáticos sobre a atividade pesqueira e aquícola. Houve também diálogos regionais sobre a ação do El Niño, com a presença da Secretaria-Geral da Presidência da República, representada por Denise Forini. “É muito importante escutar a fala de todos vocês, receber essa demanda para poder distribuir internamente. Acho essencial este diálogo para podermos minimizar os impactos destes eventos climáticos”, salientou.

Os conselheiros trataram de projetos de lei de relevância para a pesca e aquicultura, da Rede Pesca Brasil e das atualizações dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs). Também foi apresentado o Núcleo de Gestão Compartilhada (NGC) e tratado sobre o fortalecimento da governança do CONAPE, incluindo a atualização do regimento interno.

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Além das ações dos comitês de conformidade da pesca nacional, competitividade da tilapicultura, competitividade da carcinicultura, pesca amadora e esportiva, uso compartilhado do mar e pesca artesanal. A programação incluiu ainda informações sobre a 4.ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, que acontecerá em novembro, em Brasília, e o acompanhamento dos encaminhamentos das reuniões anteriores, com definição das próximas ações.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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