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Harmonizações de Cerveja para o Outono: Descubra Combinações Inusitadas com Frutas e Legumes da Estação
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O outono, que no Brasil tem início no dia 20 de março, traz consigo temperaturas amenas, menor umidade do ar, queda das folhas e maior incidência de ventos. Se no verão o consumo de pratos leves e bebidas geladas predomina, a estação outonal é marcada por receitas mais elaboradas e refeições quentes. Nesse cenário, a cerveja, embora tradicionalmente associada ao calor do verão, também se destaca, oferecendo harmonizações inusitadas com os pratos típicos da estação.
Alguns estilos de cerveja têm o potencial de proporcionar experiências gastronômicas únicas, surpreendendo com combinações diferenciadas. Para quem deseja aproveitar o outono para saborear uma cerveja acompanhada de pratos sazonais, o mestre cervejeiro da Ashby, Alexandre Vaz, sugere algumas harmonizações interessantes:
Pato com laranja
A laranja, típica do outono, vai além de sucos e sobremesas e pode ser utilizada para complementar pratos com proteína. O pato com laranja, por exemplo, harmoniza perfeitamente com uma fruit beer, uma cerveja de trigo elaborada com sucos de framboesa e pêssego. A combinação da acidez e dulçor da laranja, a gordura do pato e a refrescância das frutas presentes na cerveja cria uma experiência gastronômica única.
Bolinho de brócolis com queijo
O brócolis, uma das verduras da estação, é protagonista de um bolinho que se harmoniza bem com a cerveja de trigo Weiss. Esta cerveja, feita com maltes de trigo e cevada, não é filtrada, o que confere uma turbidez natural à bebida, acumulando leveduras no fundo da garrafa. Sua alta carbonatação e teor alcoólico ajudam a limpar o paladar e equilibrar o sabor de frituras, proporcionando uma combinação refrescante e leve.
Bolo de cenoura
Clássico da gastronomia, o bolo de cenoura é uma opção ideal para uma tarde outonal em família. Para surpreender, o bolo pode ser harmonizado com uma cerveja Porter. Com aromas de chocolate, creme e café, essa cerveja de maltes tostados exibe também notas de biscoito e caramelo, criando uma combinação de sabores ricos e envolventes.
Hambúrguer de batata-doce
Quem deseja fugir do hambúrguer tradicional pode optar por uma versão feita com batata-doce. Para acompanhar, uma American Pale Ale é a escolha ideal. Sua cor âmbar resulta da combinação entre malte de cevada e lúpulos cítricos e florais, e sua suavidade no paladar complementa o sabor do hambúrguer. O amargor moderado da cerveja também ajuda a suavizar a gordura do queijo e dos molhos, criando uma combinação equilibrada e saborosa.
Risoto de palmito
Leve e saboroso, o risoto de palmito é uma excelente pedida para o outono. Para acompanhar, a cerveja Pilsen se mostra uma escolha acertada. Refrescante e de coloração dourada, a Pilsen traz um malte suave e notas sutis de pão e cereais, proporcionando um equilíbrio perfeito com a leveza do prato.
Essas harmonizações mostram como a cerveja pode ser uma excelente companheira para pratos sazonais do outono, proporcionando momentos de sabor e descoberta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol
A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.
Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.
Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola
A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
O desempenho foi desigual entre os estados:
- Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
- Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)
A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.
Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.
Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo
A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.
Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.
O detalhamento mostra movimentos distintos:
- Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
- Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica
O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.
Vendas de etanol: mercado interno segue dominante
No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.
- Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
- Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)
No consumo interno:
- Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
- Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
- No acumulado da safra:
- Hidratado: 20,34 bilhões de litros
- Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)
O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.
Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.
Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte
A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.
Ao todo, 195 unidades estavam em operação:
- 177 com moagem de cana
- 10 dedicadas ao etanol de milho
- 8 usinas flex
A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.
Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar
O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.
- Como consequência:
- Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
- Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
- Desse total:
- Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
- Anidro: 350,20 milhões de litros
- Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.
Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo
Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:
- Hidratado: 820,15 milhões de litros
- Anidro: 460,87 milhões de litros
No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).
A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.
CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio
Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.
O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.
Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais
O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:
- demanda doméstica consistente
- políticas de descarbonização
- maior previsibilidade no mercado interno
- cenário internacional de incertezas energéticas
Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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