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Harvest Agro anuncia investimento de € 4 milhões na sua primeira fábrica europeia, em Portugal

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Expansão internacional

O Grupo Wirstchat — controlador da Wirstchat Polímeros e da Harvest Agro, sediado em Olímpia (SP) — oficializou sua entrada no mercado europeu com a construção de uma unidade fabril em Vendas Novas, no distrito de Évora, região do Alentejo. É a primeira planta do conglomerado fora do Brasil.

Por que Vendas Novas?

Apesar de jovem em comparação a outras cidades portuguesas, Vendas Novas oferece vantagens logísticas decisivas. O município fica próximo à rodovia A25/IP5, corredor que liga Portugal à Espanha. Infraestrutura moderna, ambiente de negócios favorável e incentivos governamentais completaram o pacote que atraiu o grupo.

Investimento e capacidade produtiva

A nova fábrica receberá cerca de € 4 milhões — € 3 milhões em capital próprio e € 1 milhão de incentivos europeus. Planeja-se uma capacidade de 300 mil litros mensais e a contratação inicial de 15 colaboradores. A operação plena está prevista para dezembro de 2026, com todas as licenças e certificações exigidas na União Europeia.

Foco em inovação sustentável

Os produtos fabricados em Portugal incluirão soluções de nutrição especial, polímeros agrícolas e mitigadores de estresses, voltados a elevar a produtividade com ganhos ambientais — alinhados às rigorosas metas de sustentabilidade do bloco europeu.

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Vantagem competitiva para dentro e fora do Brasil

Segundo o CEO, Andreto Ceolin, o avanço internacional serve tanto ao mercado externo quanto ao doméstico. Além de levar tecnologia de alto custo‑benefício aos agricultores europeus, a presença no exterior funciona como hedge natural contra a volatilidade do real.

Roteiro de crescimento

Nos próximos cinco anos, a estratégia inclui ampliar a atuação para Espanha, Itália e França, além de ingressar nos Estados Unidos começando pela Flórida e avançando até o Corn Belt. “Falamos a língua do produtor, não apenas a dos acionistas — esse é nosso diferencial”, afirma Ceolin.

Desempenho atual do grupo

Metade das receitas do Grupo Wirstchat vem dos segmentos B2B e B2C. Líder nacional em polímeros de eficiência e destaque em fertilizantes especiais, a companhia faturou R$ 80 milhões em 2024 e projeta ultrapassar R$ 100 milhões em 2025.

Missão e compromisso

O objetivo maior, ressalta o CEO, é manter um grupo financeiramente sólido, tecnicamente inovador e próximo dos produtores. “Nascemos no Brasil com humildade e tecnologia de ponta. Agora levaremos o melhor do nosso agro para o mundo — e traremos de volta o que houver de mais avançado para o campo brasileiro.”

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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