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HF BRASIL/CEPEA: Agricultura digital já é realidade no setor de HF e quem a utiliza tem vantagem competitiva
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Cepea, 08/09/2022 – A intensificação da tecnologia da informação tem garantido melhorias na produção e práticas mais precisas, o que, por sua vez, resulta em diminuição de custo, em maior produtividade e em processos sustentáveis. Nesta edição de setembro, a equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a agricultura digital já é realidade – e quem a utiliza tem vantagem competitiva. A equipe também avaliou os desafios e as oportunidades dessas tecnologias para o setor hortifrutícola.
A Agricultura Digital pode auxiliar na eficiência operacional na propriedade, na gestão e em outros fatores, como a sustentabilidade. No primeiro ponto, um exemplo é o uso de drones em substituição à pulverização tradicional ou por aeronaves. Isso já vem sendo usado no Vale do Ribeira (SP), região em que o uso da pulverização aérea é limitado. Inclusive, tecnologias para aplicação de defensivos são as que mais têm evoluído – estão à disposição do produtor equipamentos e sensores no trator para que se possa medir o fluxo da calda, regular a velocidade da máquina e a pressão do pulverizador.
A gestão da propriedade também pode avançar mais por meio da Agricultura Digital, à medida que algumas ferramentas facilitam a coleta e a análise de dados. Produtores têm à disposição softwares para obtenção de informações e planejamento das atividades, compra e venda de insumos, de produtos e da produção, previsão climática, estimativas de produção e/ou produtividade e detecção e/ou controle de pragas e plantas daninhas.
Também se verificam avanços visando a sustentabilidade, como a oferta de agrobiológicos para o controle fitossanitário da propriedade (biopesticida, bio-herbicida, bioinseticida e bionutrientes) – muitos destes produtos já estão à disposição do setor e outras opções estão em testes.
No setor de hortifrúti, uma inovação bastante conhecida e já difundida é o comércio eletrônico, mas a agricultura urbana, hortas verticais, mercado de créditos de carbono, fazendas produtoras de energia limpa, financiamento coletivo, entre outros, são novas opções já à disposição da cadeia.
Ainda que a Agricultura Digital possa promover diversas facilidades, agentes do setor de HF como um todo precisam mobilizar os setores acadêmico, de serviços, de produção/comércio e consultores a dedicarem mais esforços para que essa nova era avance mais rápido na cadeia.
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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: [email protected].
Fonte: CEPEA
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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto
Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.
Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.
A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.
Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.
A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.
No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.
É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.
A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.
O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.
No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.
As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.
A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.
Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.
Fonte: Pensar Agro



