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HF BRASIL/CEPEA: Custos de produção de batata disparam em dois anos

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Cepea, 06/10/2022 – No “Especial Batata” deste ano, a Equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que, pelo segundo ano consecutivo, houve forte aumento nos custos de produção do tubérculo em todas as praças em que o levantamento é realizado. Mesmo diante de uma produtividade considerada normal, o custo total médio de produção da saca da batata beneficiada deve ultrapassar os 50 Reais em algumas regiões em 2022.

Segundo pesquisadores da Equipe de HF do Cepea, os principais motivos para a disparada nos custos em dois anos foram as fortes valorizações dos fertilizantes, do óleo diesel e do arrendamento.

No caso do primeiro item, os preços do fertilizante dobraram em praticamente todas as regiões em dois anos, com casos de os valores triplicando, como no Sul de Minas Gerais. A boa notícia é que, para a temporada das águas 2022/23, verifica-se desvalorização dos fertilizantes quando comparados aos da safra de inverno 2022.

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Outro item que teve um aumento muito acentuado nos preços foi o óleo diesel. Como quase tudo depende de transporte de caminhão, caminhonete ou operação mecânica que demanda o diesel, a valorização desse item influenciou fortemente os custos de produção. O valor do arrendamento vem na sequência, tendo em vista o significativo incremento, por conta do boom das commodities e de outras culturas. Os resultados completos dos custos de produção você confere na matéria de capa deste Especial Batata 2022, a partir da página 10.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: [email protected].

Fonte: CEPEA

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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